sábado, 18 de julho de 2020

"CAMPANHA CONTRA VIOLÊNCIA É INEFICAZ"


Ao comentar sobre campanhas que ocorrem de maneira sistemática contra quase todas as formas de violência, o radialista Elias Teixeira considerou que nenhuma dessas campanhas é endereçada a quem pratica a violência, mas à violência que não existe. 

"Quando ouço gritos de guerra como aqueles do tipo "Xô violência", a criação de jingles e movimentos e peças publicitárias, observo mais esses atos como mote político do que algo objetivo para atingir as causas dessa violência" - observa. "É muito comum políticos usarem essa bandeira de luta como um atrativo eleitoral e eles sabem que esse tipo de campanha não resolve o problema". 


Para o radialista, até quem pratica a violência de algum modo, concorda com esse tipo de campanha e não se vê atingido. "Se o cara que é violento não enxerga o seu comportamento violento, ele vai engrossar esse tipo de campanha também. A violência é uma prática; a prática pode se tornar um hábito, um vício".
A exemplo do que acontece com um viciado em drogas que não admite ser dependente, e só se desperta quando chega ao fundo do poço ou dá ouvidos a alguém que sugere a ele um tratamento, de acordo com o radialista, deve também acontecer com quem é violento.

"Eu considero que quando o indivíduo entende que o que ele faz é violência, tem a oportunidade de melhorar, assim como os alcoólatras recorrem ao Alcoólicos Anônimos, que é uma terapia de grupo; assim como o comportamento violento é aprendido, pode ser desaprendido; é preciso desenvolver uma cultura antiviolência."

O radialista também observou que o que chamam de violência urbana, é um misto de ação e reação pela sobrevivência. "Não quero justificar esses atos, mas quando alguém rouba ou assalta por uma questão equivocada de sobrevivência ao subtrair um bem alheio, a violência é empregada por medo das supostas reações; do mesmo modo quando alguém, de maneira violenta, protege seus bens ou patrimônio, ele o faz por uma questão de sobrevivência, por legítima defesa, a um invasor que pode tirar-lhe a vida. O problema é que ninguém quer pagar para ver qual será a reação nessas duas situações". 

Para Teixeira, esse tipo de violência urbana é bem diferente daquela que acontece pelas formas e maneiras de como o indivíduo foi educado, muitas vezes num ambiente violento. "A violência urbana é reflexo de políticas sociais e de segurança insuficientes, agravada pela forma como cada indivíduo foi ensinado na família sobre os valores e o respeito ao bem e propriedade alheia". 

"É posssível ver até traficantes de drogas protegerem seus animais de estimação; algum bom sentimento existe ali; como ele se perde em outros aspectos é algo que deve ser estudado."

sexta-feira, 17 de julho de 2020

LUCIANO HUCK SUGERE QUE FÉ E AÇÃO NÃO ANDAM JUNTAS

O apresentador de televisão Luciano Huck, fez um comentário em sua rede social recentemente, sugerindo ao novo Ministro da Educação Milton Ribeiro a deixar sua fé em casa. Cristão Presbiteriano indicado para dirigir o MEC, o ex-reitor da Faculdade Mackenzie foi criticado pela patrulha do "politicamente correto" que veiculou trecho de uma mensagem que pregava em sua igreja sobre a educação da criança. Ribeiro citou o que Salomão sugere em um de seus provérbios, de que "os pais não devem afastar a vara dos filhos". 

A passagem citada diz: "Não hesites em disciplinar a criança; ainda que precise corrigir com a vara, não morrerá"- Povérbios 13:24. 

Aqueles que não procuram entender o contexto não teriam razão de criticar o pregador, sob a acusação de que defende a violência e a agressão contra criança. É dos pais a responsabilidade de educar os filhos, observando que tipo de disciplina é necessária de acordo com a situação. 


DEIXAR A FÉ EM CASA!

A fé professada torna-se algo inerente de quem a possui. É quase impossível que alguém convicto de seus valores e princípios tendo por base a fé que professa, dissociá-la de sua conduta. É muito mais seguro sabermos o que cada indivíduo crê, pois esse é o exercício  do direito da liberdade de crença e expressão. O fato de o apresentador rechaçar publicamente, de maneira desdenhosa e desrespeitosa à maneira como o pastor falava aos membros de sua igreja, é uma forma de interferir nessa liberdade.  A liberdade de expressão sugere a cada indivíduo expressar-se sem, contudo, usar a expressão do outro como ponte para expressar a sua, desqualificando-a.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O lado de lá, O lado de cá.

           
 A vida teria muitas coisas irrecuperáveis e irremediáveis se não houvesse o oposto, o adverso, o antagônico. As adversidades, muitas vezes indesejáveis, podem sinalizar o ponto que deve ser trabalhado para sustentar o equilíbrio e a harmonia. Repudiar a oposição, como uma forma de defesa de posições rígidas, seria o mesmo que ignorar os sintomas de uma doença. O ser humano não detém a perfeição, e a vida proporciona o aprendizado  a todo momento.  Sem os sintomas torna-se difícil a procura por  tratamento. É quase mortal uma doença que surge sem sintomas. Eles existem para sinalizar que algo não vai bem e possibilita a procura pela cura.  


 No âmbito político e social das relações humanas é preciso desenvolver um olhar mais interiorizado de nossas condições, comportamentos e pensamentos diante das coisas que nos contrariam. A crítica pode ser um exemplo disso. De fato, a crítica não constrói nada. O que constrói são as atitudes tomadas diante da crítica, após reflexão analítica sobre o ponto criticado. Quando a visão sobre a crítica mudar, no sentido de levar o indivíduo a uma autoavaliação, ela deixará de ser algo que incomoda. A crítica acaba despertando novas ideias, outras maneiras de fazer, se for considerada sob esse aspecto. O que torna a crítica dolorosa são sentimentos inseguros; complexos de superioridade ou inferioridade,  como se a pessoa não tivesse o direito de errar. 

Se alguma crítica ou reação adversa ao que fazemos causa incômodo, é hora de uma reflexão mais interiorizada.  Quando entender as suas limitações e trabalhar  para supera-las, ou se convencer de que não é necessário para você ir mais além,  terá alcançado novos patamares em sua escala de crescimento. Por outro lado, o desejo exacerbado de obter  aprovação dos outros pode levar a um outro extremo. Renegar  as próprias características, a personalidade  e  juízo de valor para adequar-se ao que não se identifica consigo pode interferir em sua identidade e isso poderá causar problemas futuros. É preciso assumir-se como um ser plenamente consciente, atuante e reconhecedor de seu próprio valor. Observar as críticas e oposições sem ser dominado por elas, mas sobrepor-se a elas.   
Não existe o lado de lá e o lado de cá. É tudo uma questão de identificação com o meio no qual nos inserimos.   


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

OPOSIÇÃO CEGA

O novo governo ainda nem concluiu a fase de transição e nomeação dos ministros, e partidos de esquerda se reúnem para traçar linhas de oposição. A partir da ideia assimilada e disseminada de que o Brasil é um país democrático e que a finalidade dos governantes deve serguir a ordem de governar para todos, a oposição deveria ocorrer de maneira propositiva e fiscalizadora dessa atribuição governamental. 

Quando a oposição é feita a partir de ideologias políticas respaldadas na intenção de fortalecer seus projetos de disputa pelo poder, provocando entraves que interrompem o desenvolvimento da nação, esta exerce papel autocrático ao fechar os olhos para a amplitude do que significa prestação de serviço ao país, buscando olhares para causas personalistas ou de particular interesse.  

Numa democracia a oposição não deveria se dividir em blocos ou bancadas, mas ser exercida não por uma linha ideológica de defesa partidária, considerando a máxima de que o parlamento tem por prerrogativa fiscalizar o exercício do executivo. A ideologia partidária "amarra" a liberdade do parlamentar de exercer essa fiscalização de maneira isenta e com olhar mais abrangente do interesse nacional. 

Os partidos são limitados aos seus conceitos e diretrizes, mas precisam avançar, assim como o ser humano avança em conhecimento e maturidade. Impor à nação o que não lhe é natural em suas estruturas sociais, educacionais, religiosas e humanas tentando formatá-las à uma ideologia política, seja de que origem for, é atentar contra as liberdades individuais.  

Dificilmente partidos de situação fazem oposição ao governo sem sofrer represálias, o que sinaliza uma democracia imatura. Aqueles que sofrem oposição propositiva mesmo estando do mesmo lado daqueles que se opõem, sentem-se ameaçados de perderem o controle, e nesse ponto assume o lado imaterial que habita na esfera espiritual do orgulho e vaidade que pode interferir na decisão de mudança de olhar. Por outro lado, os opositores serão aqueles que não decidiram se submeter à escolha da maioria, criando levantes e divisões sociais a partir de seus pequenos grupos organizados. 

Se não houver avanços no processo de maturidade da democracia que deve começar a partir do amadurecimento conceitual e espiritual daqueles que ascendem aos seus cargos com o propósito de servir à nação, os partidos de oposição serão fortalecidos sempre com a finalidade de fazer oposição pela oposição como uma espécie de "revanchismo" por perder seu espaço de atuação junto ao poder.

Estar disposto a ouvir a "oposição" daqueles que estão dentro de casa, comendo na mesma mesa, compartilhando ideias para alinhar suas ações,  evitará a oposição que vem do lado de fora, da parte dos que querem minar os "muros" declarando guerra.  

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O "PARTIDO BRASIL" NÃO É UMA SIGLA

A camiseta amarela com estampa em letras garrafais, destacando a marca de sangue em alusão ao ataque sofrido pelo então presidenciável Jair Bolsonaro com a inscrição "O MEU PARTIDO É O BRASIL", dá a entender o que pretende o novo governo no sentido de ressaltar a grandeza do país e diminuir as diferenças e disputas regionais potencializadas por finalidades eleitorais. Logo após os resultados das urnas que consagrou Jair Messias Bolsonaro como o novo presidente do Brasil, iniciou-se também, do lado do partido derrotado, o ensaio de estratégias para minar o pequeno espaço de tempo em que os brasileiros respiraram aliviados depois de uma disputa eleitoral debaixo de ataques e mentiras. 

O quadro de preocupação surgiu após o ex-candidato do Psol à presidência, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, aparece em vídeo pregando resistência. Resistência a quê ou a quem? 

Se pelo lado vitorioso o discurso é "O MEU PARTIDO É O BRASIL", o assunto se amplia, diferentemente da pequenez dos partidos de esquerda que compuseram a bancada de apoio a uma sigla. O Brasil não se resume a uma sigla partidária e nem pode se tornar refém de seus líderes que se colocam acima do bem e do mal. A essa altura, falar de "resistência e oposição", revela a pequenez de alma e de propósitos e reafirma ainda mais o caráter daqueles que pensam no país entre os que pensam apenas em seus interesses e projetos de poder.  

O Brasil não se resume à minorias manobradas e manipuladas covardemente por esses partidos que exploram a ignorância de um povo doutrinado de que um governo se faz com aumento de consumo e distribuição de renda; a pobreza dos ricos para enriquecer os pobres, tudo isso às custas do dinheiro de todos os brasileiros. 

Quando se faz oposição ao partido BRASIL, faz-se oposição a uma nação. A sigla partidária, cujo objetivo é se opor a essa proposta, não sobreviverá.  

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

NÃO ADIANTA RECONHECER ERROS SEM MUDAR O CARÁTER

O que está registrado no DNA é que define as características humanas. No sentido filosófico e ideológico, as referências impregnadas no âmago de seus interesses é que define o homem político. Nesse aspecto, é possível que discursos sejam adequados ao propósito em busca de apoio; e a exigência é de que os erros cometidos sejam retratados. Para os ofendidos e prejudicados, porém, pedido de desculpas sem a devida reparação e a promessa de que aquele ato ofensivo não será repetido, são recebidos como mera formalidade no sentido relacional. Reconhecer erros sem mudar o caráter, é apenas estratégia de defesa; pedir desculpas apenas por temer as consequências que seus atos podem  lhe causar não muda a motivação dos erros. A motivação dos erros está na "alma" dos projetos e propostas defendidas e alinhadas com o próprio caráter. A mudança de discurso e a aparente boa vontade de reconhecer seus erros não passa de estratégia para manter as aparências.  

Muitos exigiram do PT, derrotado nessas eleições, um pedido de desculpas; outros até, mais "otimistas", consideram que a perda eleitoral é resultado da maneira tardia como o partido reconheceu seus erros acreditando que a confissão reconquistaria os eleitores. O PT pode até "reconhecer" erros mas não de maneira ampla, sincera, a ponto de entender o momento de parar, e deixar fluir a vontade popular sem interferências estratégicas para confundir as mentes dos eleitores por sua avidez e sede pelo poder. Mas parte da população observadora que conviveu por quase duas décadas sob seu domínio, teve tempo para entender o que há por trás dos interesses de seus líderes que nada tinha a ver com os interesses da nação. Foi tempo suficiente para a população conhecer o caráter do partido, o "modus operandi" de agir diante dos que se opõem ao seu modo de administrar,  provocando o caos na economia e nas relações sociais que dividiu o país. O caráter do brasileiro é diferente do caráter do PT que tentou de maneira agressiva e sistemática implantar no país, por suas ideologias que desprezam o trabalho como fonte de progresso; a família como a célula mater da sociedade e o respeito a normatividade. Observe suas raízes; seus discursos; com quem andam e para onde vão; com quem se aconselham. Observe a quem eles atraem e quem se envolve com seus projetos.

A tentativa de desconstruir o caráter da alma do povo, ameaçando arrancar  suas raízes causou dores, tão fortes, que levaram à uma reação que sai do âmbito equilibrado da razão e do torpor da anestesia e se tornou uma luta desgastante pela sobrevivência dos valores reais da nação. É essa dor, e o senso de sobrevivência, que provocaram reação em cadeia dos brasileiros no momento em que surgiu a possibilidade de arrefecer a força de um partido político que avançou por diversos órgãos e setores representativos da sociedade "assaltados" por seus correligionários e militantes manipulados e aliciados através do poder econômico. O dinheiro fez muitos se ajoelharem diante daqueles que fizeram do exercício de seus mandatos um instrumento de domínio dos mais pobres, dos quais diziam ser os legítimos representantes, ao mesmo tempo que os mantinham na pobreza para sustentar seus discursos repetitivos, sem proposições de mudanças e a promoção da ordem e do progresso e  de perspectivas de futuro para seu povo. 

Com o tempo isso se desgasta. E se desgastou. Pedir desculpas não basta. Admitir erros não é suficiente quando o caráter é o mesmo, e é revelado sempre no momento em que suas ações são confrontadas e seus interesses contrariados. O PT não aceita a ordem, a lei e a justiça; a democracia tão reverberada por eles é a que eles entendem por democracia, não a democracia entendida pelo povo em sua essência. Como esperar um pedido de desculpas sinceras de um partido que até hoje não aceita a prisão de seu chefe e ataca a justiça por sua condenação que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio? Como esperar pedido de desculpas sinceras de um partido que se coloca como oposição, pregando resistência a um presidente eleito pelo voto de mais de 50 milhões de brasileiros  que  ainda não tomou posse?

Elias Teixeira

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

"O PT DEVE RESPEITAR A VONTADE DA NAÇÃO. ISSO É DEMOCRACIA"

O simples fato de o PT insistir em suas estratégias para desconstruir seu oponente nessa campanha presidencial mostra, mais uma vez, que o Partido dos Trabalhadores não está se importando com o país, mas com seu projeto de poder. O respeito à vontade popular é o que se espera de uma democracia. A avidez petista de desconstruir seus oponentes, como foi sua característica durante o período em que comandou o governo, desconstrói seu discurso de "defesa da democracia". 

Se o candidato que abertamente se declara antipetista lidera as intenções de voto com grande margem de diferença, isso é um forte sinal de que ele representa o sentimento nacional. O PT deveria mostrar, pelo menos agora, um pouco de dignidade e respeito com a nação brasileira, reconhecendo que seu governo, nem seu líder, fazem falta ao país. É preciso saber aceitar o não como resposta. Aqueles que tem dificuldade de aceitar a derrota, com muita frequencia, são envolvidos em crimes passionais, como aquele homem rejeitado pela mulher que diz: "Não será minha, não será mais de ninguém", estampando as páginas policiais. 


"NUNCA VI APOIO A UM CANDIDATO DESSE JEITO"

"Eu tenho 70 anos e quem tem 30 não pode discutir isso comigo" - diz o pastor Moabel em seu canal no Youtube, atualmente morando nos Estados Unidos". Ele afirmou nunca ter visto no Brasil um "presidente" receber tanto apoio da população sem o apoio da mídia. 

"Toda mídia é de esquerda, e eu já fui radialista e nós aprendemos ser de esquerda, e eu já fui de esquerda" - disse, falando de sua experiência. "Eu aprendi a falar contra os militares naquela época". 

"A sociedade está arruinada hoje e precisa de mudança de rumo" - considerou, afirmando que Bolsonaro representa essa esperança por ser o único que se alinha com o sentimento da nação no resgate de valores das famílias. 

"É um absurdo ver professora na rua defecando em protesto contra um candidato de direita; aqueles que sequestraram aviões no passado desviando-os para Cuba terem chegado ao poder". Segundo o pastor Moabel "Cuba não produz um par de sapatos" e a vida e o progresso são feitos de trabalho. 

sábado, 29 de setembro de 2018

COMO A PAZ PODE CAUSAR GUERRA?

           
A aparente paz existe até o ponto em que interesses de alguma parte não são ameaçados. Na dimensão das ações humanas, acordos de paz são meras tréguas após negociações em que uma parte deve ceder e se submeter ao que é imposto da parte com maior potencial de perda. Quem desencadeia guerras, normalmente são aqueles que tem muito a perder; os que detem maior poder. A guerra justificaria uma autoproteção contra interferências que poriam ao chão projetos de poder bem alinhados.

Jesus disse que não veio trazer a paz, mas sim, a guerra. O profeta Isaías ao anunciar a vinda do Messias havia dito que entre outros atributos, Ele seria o "Príncipe da Paz". Agora, como explicar que o Príncipe da Paz traria "espada?"

O discurso de Jesus precisa ser entendido não de forma física e material, mas deve aprofundar-se na alma humana. Ao tentar proteger a Jesus, pouco antes da crucificação, Pedro atacou um soldado romano com uma espada, cortando-lhe a orelha e Jesus o repreendeu. "Se eu quisesse, rogaria miríades de anjos para me proteger". 

A "guerra" que Jesus veio trazer foi o duro embate do confronto do homem contra si mesmo e suas tendências errôneas e pecaminosas; não significava que uns deveriam se levantar contra os outros, subjugando-os à ponta da espada, fazendo sua própria justiça.  

 Na zona de conforto do pecado que se enraiza de maneira profunda na alma dos homens, o encontro com a verdade de Jesus causa um grande reboliço na vida. Diante dessa verdade, o homem precisava deixar tudo o que o prendia às coisas; que o fazia alimentar o egoismo e suas vaidades; a luta por poderes terrenos. Jesus levou espada cortante aos hipócritas, que atavam fardos pesados sobre os outros, mas não praticavam a justiça.  

Ele levou espada aos que dizimavam tudo o que tinham, mas que não ofertava amor ao próximo. O Jovem rico ficou atordoado com o golpe de Jesus em sua avareza, quando a ele disse que deveria vender seus bens e dar aos pobres para ser salvo. Os ricos ficaram desconcertados quando ouviu Jesus dizer que a oferta da viúva pobre foi a oferta aceita por Deus. "Ela deu tudo o que tinha". Isso não seria espada para o orgulho e vaidade daqueles que se sentiam superiores por seu poder aquisitivo mas faltos de amor para com o próximo? 


A presença de Jesus e o conhecimento de sua mensagem e orientação contida em seu Evangelho, mexe com toda a estrutura do homem e abala todos os seus interesses por aquilo que o afasta de Deus. Como estar em paz diante de uma verdade que descontrói toda crença equivocada com a qual convivemos durante grande parte de nossa vida? Como continuar em paz, sabendo que a mentira que vivemos de maneira conveniente e confortável pode nos levar à perdição?  

A "guerra" que Jesus trouxe não foi uma guerra para destruir, mas para restaurar o homem por meio da consciência de seus atos e o que suas ações representam no cenário da luta entre o bem e o mal que é travada no momento de decisões importantes na vida. Quanto mais enraizado aos poderes e conceitos do mundo, maior é a guerra interna para a libertação. Essa guerra existe porque o mal quer continuar dominando a vida e as mentes; é a reação contrária ao opositor do mal que chega trazendo à luz tudo aquilo que é desprezível diante da espiritualidade.

Elias Teixeira  

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O PÃO E A DIVERSÃO ALIMENTAM A CAMINHADA PARA O ABISMO

Lembro-me de uma frase do Brizola certa vez, quando seu governo foi criticado pela televisão durante uma matéria que sugeria o afrouxamento do governante no combate aos assaltos nas praias. A reportagem havia mostrado um grupo de garotos roubando banhistas e turistas na orla de Copacabana. "A televisão mostra uma pequena faixa de areia como se fosse o deserto", e desafiou a televisão sobrevoar toda a extensão da praia e outras para mostrar a realidade. Por um lado havia a ocorrência mostrada pelo telejornal, mas o argumento do governador é algo para refletir.

Não basta apenas ser uma verdade. É preciso saber se é uma verdade selecionada com objetivos escusos,  que não pode ser descoberto se não houver conhecimento sobre "a serviço de quem está essa verdade". A verdade libertadora e propositiva não passa por seleções. Ela é clara. Porém, quando uma verdade pode gerar efeito colateral desnudando a hipocrisiade um grupo organizado, esta é excluida de seu contexto. 

Basta a televisão mostrar certos movimentos e "mobilizações" de grupos organizados, dando a entender que se trata de uma realidade real mas que não passa de realidade fantasiosa, criada e orquestrada por interesses nem sempre claros, para começar  a surgir discussões de pessoas comuns  sobre esses "factóides" montados como uma peça teatral "impsovisada" para parecer que é natural. É assim que as minorias arregimentadas por uma ideologia são usadas com todo respaldo da mídia que divulga em grande escala como se aqueles interesses fossem os reais interesses da população em geral. As "minorias" ganham vozes que passam a desconstruir a sociedade normativa que não tem o mesmo poder de persuasão pois não são representadas pelos meios de comunicação convencionais. 

Pequenos grupos usados  com ampla divulgação nas mídias
não representam a realidade comum que tentam impor à sociedade
















Esses fatos que desencadeiam bate-boca incessante entre a população servem como isca, onde todos se combatem no sentido de achar uma razão hipotética e supositiva e acabam perdendo a noção de algo maior por trás de todo esse movimento "orquestrado" e financiado por poderes "ocultos". É uma estratégia de manipulação que visa desviar a atenção das realidade nua e crua.  Seus objetivos são  ocultados pois revelariam a real face das mãos que oferecem o pão e a diversão, o apoio e o financiamento de seus interesses, durante a caminhada para o abismo cultural e social da nação.








Elias Teixeira 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

"ESCOLHEI HOJE A QUEM SIRVAIS"

O mesmo Jesus que ensinou que não devemos julgar, também ensinou que devemos prestar atenção nos frutos: “Por seus frutos os conhecereis”. Ele falava sobre a dubiedade daqueles que se expressavam de uma maneira e faziam de outra. “Pode uma árvore má produzir bons frutos?” E ainda: “Ninguém pode servir a dois Senhores”

Há outros conselhos advindos de Deus: “Quem não ajunta comigo, espalha”; “Escolhei hoje a quem sirvais”. 

Não existe meio termo na vida espiritual, nem omissão. Os discípulos de Jesus foram chamados  de  maneira clara e definida. Eles sabiam que materialmente não teriam conforto ao seguirem a Jesus ajudando-O em seu ministério. Não foram iludidos com a ideia de que com Ele as coisas seriam fáceis, muito menos de que as batalhas seriam vencidas pela própria força, senão por uma entrega total a Deus e a seu comando.  

Se não há omissão na vida espiritual, não é possível ver esses frutos (da vida espiritual) de maneira clara se não for pelas ações que praticamos em nossa vida cotidiana, pois habitamos e vivemos como parte dessa esfera física.  O que somos espiritualmente, portanto, só pode  ser manifestado naquilo que fazemos em todas as esferas em que atuamos. 

O homem enquanto ser político e social  revela  na política e na sociedade o que ele é espiritualmente, seus valores e princípios que são bens imateriais que se expressam em seus atos. Jesus foi claro no lidar com os fariseus e governantes de sua época e não se omitiu quando precisava adverti-los  sobre o mal que causavam ao povo. 

Todos os reflexos que observamos na sociedade, assim como as ações políticas do homem, revelam de que lado ele está. Não se trata apenas de comportamento ou ideologia, pois tudo isso corresponde ao estado espiritual do homem. 

Aqueles que se calam agora, diante das pequenas “guerras” ou conflitos políticos e sociais que revelam a mazela espiritual dos que ocupam o poder, como se posicionarão  e de que lado estarão nas grandes batalhas que ainda esperam? A guerra espiritual é contínua dentro de nós, mas ela só ganha sentido quando revelamos ao mundo  de que lado estamos agora, pelas pequenas ações também e em nossas decisões e escolhas. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Blog do Elias Teixeira: Mentalidade esquerdista revela caráter subversivo ...

Blog do Elias Teixeira: Mentalidade esquerdista revela caráter subversivo ...:       Ao observar os discursos, práticas e comportamento de pessoas que se inclinam para uma linha ideológica de esquerda, lembro-me d...

Mentalidade esquerdista revela caráter subversivo não corrigido

     
Ao observar os discursos, práticas e comportamento de pessoas que se inclinam para uma linha ideológica de esquerda, lembro-me da primeira vez que tentei explicar um erro que cometi, culpando uma outra pessoa. A correção que tive naquele momento foi primordial para uma reflexão sobre a minha responsabilidade independentemente do erro dos outros. E não foi erro que compromete a vida ou a integridade de ninguém; foi um erro de leitura. 

      Li uma palavra errado, porque estava escrito errado no ar, durante o noticiário da emissora quando estava começando como locutor de rádio aos 17 anos de idade. Fui chamado pelo diretor de jornalismo para explicar o que tinha acontecido, e logo me defendi: "Está escrito assim, o erro foi de quem escreveu". O chefe de jornalismo então me disse: "Sim, está escrito errado; errou quem escreveu, e você também errou quando não prestou atenção antes de ler; o nosso trabalho é em equipe, mas a responsabilidade pela execução é individual". 

       Isso foi muito importante para mim. A partir desse episódio comecei a prestar mais atenção em mim, em me corrigir; a prestar mais atenção naquilo que podia me levar a errar, sem olhar para o que os outros estavam fazendo. 

       Ao observar o pensamento e argumentações de pessoas de "esquerda", vejo claramente esse caráter que todo ser humano pode desenvolver a partir do  momento que erram,  e procuram se defender de seus erros culpando os outros. 

      
Recentemente, o homem que esfaqueou um político prestou depoimento e justificou seu ataque sem nenhum ar de arrependimento, como se os seus motivos pessoais fossem suficientes para praticar um crime:"Eu me senti ameaçado pelo discurso dele". 

Os nossos motivos é uma questão que temos que resolver conosco; é uma questão íntima, de formação de caráter e controle de sentimentos. Colocar nossos sentimentos como o "senhor da nossa razão", poderá nos levar a cair no vício da justificativa de nossos erros e até crimes, sem nenhum interesse por correção. 
Não assumir nossos erros jamais nos levará a corrigi-los e passam a ser a nossa verdade. 

Esse caráter começa a ser formado no primeiro momento em que erramos. Se não for corrigido, torna-se aceitável quando é defendido por critérios pessoais diante daquilo que motivou um ato errôneo. Foi assim com Adão no Paraíso: "A mulher que o Senhor me deu como esposa me deu do fruto e eu comi". Mesmo estando ciente do que estava fazendo, responsabilizou a mulher que Deus havia dado a ele por esposa. 
  
      A mentalidade de esquerda se desperta sempre que um erro é praticado e prevalece quando não se submete à correção, à obediência e à sujeição a regras e normas.  Nesse ciclo de erros, justificativas e continuidade, a inversão de valores ganha força, pois passa a não reconhecer o poder que governa acima de si. 

Todo homem tem a capacidade de desenvolver pensamentos esquerdistas. Aqueles que são orientados e guiados pela correção, escapam de suas danosas consequências. 


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

"O MUNDO NÃO É DE TODOS"

Quando entendemos que o mundo é para todos, não de todos, começamos a rever nossos conceitos a respeito do nosso desejo e vontades pessoais e comportamentais daquilo que elegemos como nossos direitos apenas porque queremos que sejam, passando a desconsiderar as regras da convivência coletiva.

O mundo não é propriedade nossa, mas uma concessão. O espaço que ocupamos também não nos pertence como propriedade, ainda que  articulemos argumentos de que temos direito porque "pagamos impostos".  

 Não há "mundos paralelos" no âmbito das relações sociais, apesar de esse conceito ser adotado subliminarmente, aos poucos, por um falso entendimento de liberdade que muitas vezes se aflora nos comportamentos de grupos que levantam bandeiras exigindo mudança nas regras. 

Aqueles que querem viver para si mesmos devem escolher o "isolamento"; suas práticas, contrárias à regra de convivência coletiva, devem ser realizadas sem o comprometimento da liberdade comum a todos.  A liberdade pessoal é um direito, até o ponto em que não interfira nos direitos coletivos e normativos.  O mundo "para todos", deixa subentendido que existem normas a serem observadas na exploração desse espaço que é concedido aos indivíduos onde o direito é único para todos, assim como os deveres. É nesse ambiente que o respeito prevalece, pois é fruto do reconhecimento dos limites que naturalmente são demarcados pelo bom senso. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

FAÇA PARTE DESSE PROJETO COMIGO!

Preciso de 200 amigos meus que me ajudem num projeto literário de motivação que está pronto para publicação e que cada um de meus amigos adquira 10 livretos no valor de R$ 1,40 cada. 

Esse é um projeto que surgiu nesse momento de dificuldade que estou vivendo e que já dura algum tempo, e esse momento de recolhimento me despertou lições importantes de vida e experiência que apresento nesse trabalho. 

Durante muitos anos dediquei minha vida profissional a um projeto que imaginei que duraria um pouco mais, quando ainda estava cheio de motivação e disposição para produzir e continuar sendo útil. Essas experiências acabaram me amadurecendo tornando-me mais crente em determinadas coisas e descrente em outras coisas que me ensinaram verdadeiras. Mas é no confronto com a realidade da vida que algumas crenças se fortalecem, enquanto outras não trazem o efeito que acreditamos que poderiam trazer. 

Atualmente não tenho recursos próprios para investir nas tiragens desses livros. 

Por isso venho pedir de meus amigos essa "compra antecipada" de 10 unidades do livreto que apresento.
O projeto é de uma série de livros, mas pretendo trabalhar com apenas um título no momento e, posteriormente, lançar os demais. 
Os amigos que quiserem me ajudar nesse projeto, adquirindo 10 livretos, no valor total de R$ 14,00 + o envio, agradeço. Entre em contato comigo pelo e-mail: aneloeditora@gmail.com 




sexta-feira, 13 de maio de 2016

O QUE É PAU, O QUE É PEDRA.

Se Deus tivesse aceitado o argumento de Adão de que foi Eva quem o induziu ao erro, Deus teria cometido um erro contra sua própria ordem. 

Existe uma ordem inicial, original, principal, a qual deve reger os nossos atos. Essa ordem é natural na essência do ser humano, independentemente das culturas e do ensino que recebe. Os desajustes emocionais ou espirituais podem estar relacionados ao choque com essa ordem. 
"Ordem" não tem a ver com ensinamentos. Ela é preexistente. É essa ordem que rege a vida e todo o universo. É por ela que se desencadeia o processo da ação e reação. Foi exatamente o afastamento dessa ordem que fez com que, despertando a consciência, Adão sentiu-se culpado e, por isso, buscou uma justificativa para o que tinha feito. O primeiro passo foi encontrar um motivo para o seu ato, atribuindo à mulher a participação em seu erro, acusando-a por tê-lo induzido. Mas ele também não conhecia a ordem? 

Como podemos ser "induzidos" ao erro, se existe uma ordem? Ou o erro é consciente (e por causa disso busca-se advogar a causa, abrindo janelas de escape) ou ele ocorre por uma experiência pessoal nova, pela busca daquilo que não conhecemos, apesar de não haver "nada novo debaixo do sol" que não nos sirva de ensinamento sobre os resultados. 

Mas são as consequências ruins, que nos sinalizam que uma ordem natural foi transgredida. 

Mesmo pelos ensinamentos que recebemos, é através da experiência de vida e as experimentações práticas que executamos, que nos mostram, através dos resultados a curto, médio e longo prazos, se as nossas ações seguiram a ordem que deveria seguir ou se foi desviada pelo caminho. 

Quem poderá dizer que foi induzido ao erro, se é senhor de suas escolhas, no pleno exercício de sua capacidade mental, com o senso do bem e do mal? 

Afinal de contas, não há um "castigo" que pode ser operado contra nós, que não aquele proveniente do não cumprimento ao que nos foi apresentado como um princípio. 



sábado, 30 de abril de 2016

O MACACO DO CIRCO USAVA SHORT

Lembro-me que o short de nylon virou uma "febre" nos anos 80. O sonho de consumo de uma criança pobre, era vestir um short de nylon, porque passou a ser uma "curtição", algo que estava na moda. 

Certa vez, um carro de propaganda de um circo que havia sido montado num bairro carente, levava a reboque uma jaula com o macaco "Joel", a atração do evento. E lá passava o macaco, vestido com um short de nylon. 
Muitas crianças comentaram: "Puxa, o macaco tem um short de nylon, e eu não tenho."

Haveria, porventura, alguma criança em cuja cabeça passou a ideia de fazer mal ao macaco para roubar-lhe o short? E a notícia de que alguém foi atacado por causa de um tênis novo? E aquela garota da escola que desfigurou o rosto de sua colega por achá-la bonita demais?

É muito comum para quem é "bombardeado" por apelos consumistas, desejar aquilo que não tem. Apesar de aquelas crianças não terem um short de nylon, elas não estavam nuas. 


A educação exerce um papel muito importante para ampliar a visão das pessoas sobre questões que se resumem na supervalorização de um fato isolado, de importância não tão relevante em sua essência, mesmo que para a "vaidade" seja importante.
Eu sempre rejeitei a ideia que ouvia no passado, quando em certas discussões entre colegas de escola, ou em conversas de alguns adultos, que diziam: "O banco foi assaltado? Não tem problema. Os banqueiros tem muito dinheiro!" O mesmo argumento ocorria quando algum rico era roubado ou sequestrado: "Pelo menos ele é rico. Tem muito dinheiro."
Eu não aceitava esse olhar, porque não conseguia considerar a posse do assaltado, mas o crime cometido. 
Parece que esse mesmo argumento é usado, por exemplo, quando um pobre é levado à delegacia policial após furtar algo para comer. A necessidade do pobre é colocada como uma justificativa para o "crime" e, parece que quando há um motivo forte para o crime, ele se torna menos crime. Se existe uma boa justificativa, o crime é mais aceitável. 

Uma sociedade que assume esse olhar como um fim para combater as diferenças sociais, aquecendo as lutas de classes pelo ódio, pela força bruta, pelas invasões, ou por qualquer tipo de ação movida por um sentimento de necessidade, inveja ou ambição sobre objetos ou coisas que pertencem ao outro, ou que justifica esses atos por uma necessidade básica, é despida de valores que são capazes de refrear os impulsos animalescos da sobrevivência. Por outro lado, a solidariedade, o compartilhamento, o olhar fraterno dos maiores sobre os menores não advém de uma imposição, mas de um alcance espiritual que supera as escalas de discussões no âmbito de políticas que apregoam a justiça social que sustenta essa celeuma. Sem o alcance individual dessa escala espiritual elevada, os que detém bens, se tornam tão animalescos para defender suas posses, assim como os que anseiam esses bens atacam para possuir o que pertence ao outro. 

Toda discussão política que se resume em lutas de classes, sem um sistema educacional que leve o indivíduo a entender que o compartilhamento, a solidariedade, o amor ao próximo, o respeito às coisas alheias, o limite dos direitos, tende a se aniquilar nas lutas armadas e na arregimentação do ódio, do rancor que leva o ser humano para a escala mais baixa que se pode alcançar. O que poderá mudar a história, não é a força da lei que obriga os homens amarem uns aos outros, mas a força do próprio amor. 
   

domingo, 17 de abril de 2016

"ANJOS DO BEM"

Hoje tenho algo importante a compartilhar, e o faço na primeira pessoa. Deus está me dando uma grande oportunidade de fazer um trabalho que sempre foi o alvo de minha carreira, desde os tempos em que, pela primeira vez, ganhei um programa de rádio, em 1991. Por muito tempo, os programas que apresentei ajudaram muitas pessoas com remédios, roupas; cadeiras de rodas; alimentos; casa; encaminhamento de dependentes químicos a tratamentos em clínicas. 

Eu sempre pensei em que minha profissão poderia ser útil às pessoas, além de apenas comunicar. Me preocupava com algo prático, que mobilizasse, que construísse algo sólido na vida de meus ouvintes. Passar mensagens positivas, mensagens de esperança nem sempre é suficiente. Com o rádio e a televisão, como meios de comunicação, é possível ir além. 

No rádio ou televisão, é muito fácil falar, mas é fácil fazer também. Promover-se é fácil, assim como é fácil promover também. É fácil pedir para si mesmo e seus projetos; fácil também é pedir para os outros. É uma questão de tendência de interesses. Os veículos de comunicação exercem importante poder de influência, pois oferecem grande contrapartida como uma via de mão dupla.

Encontrei recentemente pessoas com as quais dividi esse sonho e apresentei um projeto de programa de televisão. O projeto foi aceito e começamos os trabalhos de produção e articulação.  O nome foi escolhido: "ANJOS DO BEM."

O programa se caracteriza pela Ação Direta de Solidariedade em todas as áreas, não como captador ou tutor de recursos em nome de alguém, mas como suporte de promoção e veiculação de conteúdos que respondam às necessidades das pessoas em várias áreas. Uma via de acesso, com trabalho de articulação entre empresas e instituições. Não se trata apenas de um programa de televisão, mas de um projeto elaborado para promover o bem, a paz e a solidariedade entre pessoas. 

Acredito que o meio de comunicação, seja rádio ou televisão, tem uma grande força para servir de instrumento em favor das pessoas. Se em cada programação, em cada grade das emissoras, fossem separados o "dízimo" como espaço para a prestação de serviço às pessoas, diminuiriam, em muito, as dificuldades e carências de muitas pessoas. Isso eu experimentei no rádio. E sempre deu certo. Na televisão é um outro desafio que espero vencer. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

"O CORRUPTO HONESTO"

Desde os tempos em que Jesus esteve em missão na terra em sua forma humana, o mundo vivia em trevas. Porém, a luz que Ele veio trazer, não era uma luz física, essa que vemos acender quando chega a noite. Jesus trouxe a luz do entendimento. E era esse entendimento que fazia as pessoas mudarem de atitude.

A corrupção imperava também desde aqueles tempos, não apenas, como alguns defendem hoje em dia, que a corrupção no Brasil, por exemplo, vem desde os tempos do descobrimento, em que os índios foram explorados por mercadores inescrupulosos.
A discriminação e racismo também era algo real, e até Cristo passou por isso quando disseram a seu respeito: "Pode vir alguma coisa boa do norte?" (João 1:46). O fato, por exemplo, de Jesus ter conversado com uma Samaritana foi uma maneira de quebrar o preconceito. Judeus e samaritanos não se davam bem. 
Discriminação entre ricos e pobres foi muito bem exemplificada no caso da viúva pobre que deu suas moedinhas, a única coisa que tinha, sob os olhares daqueles que se achavam em melhores condições (Lucas 21).

Um dos fatos clássicos descritos nos evangelhos refere-se a Zaqueu. O relato bíblico afirma que ele era um funcionário público, cobrador de impostos ilegais e extorquia pessoas. Desde aquela época, a corrupção era mal vista pelo povo. E qual a razão disso? A razão é que, todo ser humano, em sua essência, sabe o que não está certo. Uma criança sabe quando está sendo trapaceada numa brincadeira, sem ao menos alguém dizer isso a ela. No momento que alguém se torna prejudicado por ação de uma outra pessoa, alguma coisa errada está acontecendo. 
Para defender-se da verdade que desperta sua mente para o erro que comete, alguns acabam pegando carona na mentira, sempre que quer fugir de algo que interfere em seus interesses. 
Jesus colocou sua reputação em risco quando, no meio da multidão, olhou para o corrupto Zaqueu, ordenou-o a descer da árvore e prometeu ir em sua casa depois de encerrar seu expediente. Diante da multidão que conhecia a fama de Zaqueu, qual teria sido a reação da turba? 
Zaqueu, ao encontro de Jesus, começou a mudar de vida porque ele entendeu a luz.

Zaqueu prometeu a Jesus que devolveria quadruplicadamente tudo o que havia defraudado (roubado) do povo. Zaqueu foi um corrupto honesto. Honesto por reconhecer que era corrupto. Honesto por entender que deveria devolver o que havia roubado.

Honestidade é como aquele pensamento que tenta nos corrigir sempre que imaginamos fazer algo errado, mesmo uma criança em seu joguinho com os colegas. Não dar ouvidos a essa luz que pisca dentro de nossa mente, é passar por cima da oportunidade que temos de nos tornarmos pessoas melhores e honestas, primeiramente conosco.   Honestidade não é apenas pagar o que deve. Honestidade é ser verdadeiro. Dizer sim, quando sim. Não, quando não. É reconhecer os próprios limites. É dizer que pode, quando pode; que não pode, quando não pode. Sob o aspecto da "inteligência emocional", muitos são levados a dizer com outras palavras aquilo que sentem, sem chocar as pessoas. Mas a verdade é clara. Se não estamos preparados para a honestidade do outro, jamais estaremos preparados para sermos honestos. 

O encontro de Zaqueu com Jesus o ajudou a mudar de vida, de praticar aquilo que sabia que era correto, mas que as repetições de seus feitos o faziam enraizar-se ainda mais na corrupção. Ele cortou a corrente no momento que reconheceu e mudou de atitude. 
Nem sempre podemos devolver aquilo que roubamos do nosso próximo. Ninguém poderá devolver uma vida que tirou; fechar as feridas de uma agressão. O arrependimento nem sempre é aceito quando não podemos repor o que fizemos o outro perder. Mas essa questão entra numa outra esfera que não podemos entrar. A nossa parte é reconhecer e mudar; pedir perdão, sentir pesar pelo que praticamos e nos sentir perdoados, mesmo que nãos sejamos aceitos pelo outro. Nos sentimentos do outro a nosso respeito jamais podemos interferir. A nossa parte é nos converter do mau caminho e os frutos falarão por si.