Se Jesus quisesse teria rogado miríades de anjos para o
livrarem das mãos de seus algozes. Pedro
talvez não tivesse entendido isso, e prontamente pôs-se em defesa do Mestre
atacando um dos soldados com sua espada.
É preciso entender que, estar sob o controle de Deus, não
significa que Ele tenha a pretensão de “manipular” as coisas para que ocorra
tudo do jeito que Ele deseja. Foi essa a acusação que o diabo fez quando falava
de Jó. “Ele te serve, porque dá a ele tudo
o que ele quer; quero ver se fosse diferente” – sugeriu naquele instante.
Submeter-se à vontade de Deus não significa permitir-se à
manipulação, assim como o inimigo acusou. Significa confiar nEle a ponto de
abrir mão de tudo o que podemos julgar de mais importante, pois de suas mãos o
recebemos. Tudo está sob o controle de Deus, exatamente porque Ele é
onisciente, onipotente, onipresente, e nada escapa ao seu conhecimento. Porém,
o seu lidar com os homens, estabelece uma relação de entendimento sobre seus
propósitos e a parte que devemos cumprir por nossas próprias escolhas.
Se as más experiências nos despertam para os erros que cometemos e nos levam a uma busca diferente, essas más experiências funcionam como um "instrumento" para nos apontar a saída, de que precisamos fazer diferente. Mas a liberdade do indivíduo é tão real que muitos acabam criando mecanismos para conviver com seus erros e ninguém poderá impedi-lo. Não se trata de uma "manipulação" do além, mas é fato de que existe uma regência para cada situação. Um princípio a ser observado.
Se as más experiências nos despertam para os erros que cometemos e nos levam a uma busca diferente, essas más experiências funcionam como um "instrumento" para nos apontar a saída, de que precisamos fazer diferente. Mas a liberdade do indivíduo é tão real que muitos acabam criando mecanismos para conviver com seus erros e ninguém poderá impedi-lo. Não se trata de uma "manipulação" do além, mas é fato de que existe uma regência para cada situação. Um princípio a ser observado.
A questão não se trata da relação de Deus para conosco, mas
de nossa relação com Ele. Jó poderia ter mordido a isca e amaldiçoado a Deus,
rejeitando-o por tê-lo deixado cair na situação em que caiu. Mas ele sabia quem
era Deus.
Não importa o que somos nós. Quando conhecemos a Deus,
deixamos de nos importar com o que somos, e passamos a experimentar uma
novidade de vida.
A ideia errônea que permeia a mente de muitos nos últimos
dias, é a de que não existe liberdade se não podemos fazer o que queremos sem
sofrer as consequências. Mas, de fato, temos liberdade quando seu princípio não
é quebrado. Temos liberdade até o ponto em que não extrapolamos o limite de
nossas escolhas. Temos liberdade, exatamente quando temos o poder de escolha.
Tudo está bem definido e explícito diante de nós, e é esse o discernimento que
Deus nos permite. O controle de Deus é tamanho que mesmo ao quebrarmos o limite
de nossas escolhas e sofrer as duras consequências, Ele ainda é capaz de
mover-se de compaixão àquele que reconhece suas faltas.
Mesmo estando diante de um campo de batalha, há guerra que
não nos pertence, foi isso que tentativa
de Pedro de proteger Jesus nos ensinou. O que importa é saber, que ao nos
permitirmos estar sob os cuidados de Deus, entenderemos perfeitamente que a
vontade dEle é sempre cumprida. As vezes é difícil esperar para ver. Difícil
para Pedro que amava a Jesus estar diante dEle e vê-lo ameaçado sem que
esboçasse alguma reação. Mas tudo estava sob o controle de Deus, porque nada
foge ao seu conhecimento. Jesus sabia o que estava acontecendo com Ele e o
propósito que estava cumprindo. Independentemente das circunstâncias ou
situações que enfrentamos na vida, tudo está sob o controle de Deus. É por isso
que Deus nos dá a liberdade de levantar a espada,
mas também ensina que nem sempre o caminho que escolhemos é o melhor. Quando
entendemos que tudo está sob o controle de Deus, vivemos uma vida de regozijo,
de certeza. Submeter nossa vida ao seu cuidado e direção é sinal de que sabemos
em quem cremos, como disse Jó: “Eu sei em quem tenho crido.”
A mesma manifestação ouviu-se dos três jovens na fornalha: “Saiba que Deus pode nos salvar, mas se Ele
não quiser salvar, não o rejeitaremos.”
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