sábado, 4 de outubro de 2014

JÁ ESCOLHERAM POR VOCÊ?


O voto ainda é importante, apesar de a política ter se tornado tão desacreditada pelos desmandos e condescendência com o erro e a corrupção dos últimos tempos. Não podemos aceitar que a corrupção, apesar de fazer parte da dimensão humana, se torne uma "bandeira" defendida só por causa dos erros dos outros, e que a honestidade seja um diferencial. Os interesses políticos partidários não podem superar as estruturas da ética e da boa moral. A escolha de um candidato deve ser consciente e coerente com os princípios universais que a sociedade defende, pelos quais nossa história foi construída. 

Os valores cristãos nunca foram ameaça para a segurança, para as liberdades e para a harmonia social, pois é isso que esses valores imprimem. Como não tratar do tema "política" sem mencionar a religião, se os valores Cristãos são ameaçados de vários setores que estão ocupando espaço na sociedade também nas áreas jurídica e ideológica? É fato de que a filosofia Marxsista que parece uma seita tem dominado, sobretudo, a política de esquerda, aos poucos ganhando raízes em nosso país. É a filosofia que prega que o mundo está errado e que certo são os que pensam como eles. Essa filosofia confronta-se agressivamente aos princípios cristãos. A desconstrução desse princípio pode tornar a sociedade sem rumo, sem referência entre o certo e o errado, pois os valores se invertem de tanto que a corrupção aumenta e a verdade não encontra lugar. 



É preciso saber que linha o partido defende, que filosofia move suas ações por trás dos bastidores, pois, para muitos, o importante é o bem que se faz, independentemente de saber, que por trás de atos benfeitores, esconde-se o desastre social, o rompimento das estruturas familiares, e a institucionalização da rebeldia e o desrespeito à lei e à ordem. Talvez isso seja mais importante saber antes de votar, do que o número de pontes que foram construídas e pela falsa retirada de milhões da pobreza, que ainda amarga a miséria do analfabetismo e das poucas condições de subsistência por negligência das autoridades constituidas que tem o dever de governar para o desenvolvimento da Nação em todos os setores.O que não vemos e o que impedem que saibamos, e o que desviam por discursos triunfalistas, pode comprometer o futuro de uma Nação.


Não permita que escolham em seu lugar. As pesquisas eleitorais influenciam o voto de uma nação com base em uma minoria. Não permita que escolham por você. Aliás, a quem interessa divulgação de pesquisa eleitoral em véspera de eleição? 
Mas vivemos numa sociedade fragilizada, de educação fragmentada. O analfabetismo funcional ainda garante a eleição da mediocridade e, por isso, muitos, manipulados como a turba que pediu para crucificar Jesus e soltar Barrabás continua aplaudindo aquele que lava as mãos de suas responsabilidades. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O ELEITOR CRISTÃO

 Somos um país de fé, mas que precisa urgentemente manifestar suas obras pelo direito de todos.

De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas, há cerca de 9 milhões de assembleianos no país, os que se denominam fieis da Igreja Assembleia de Deus. Em 2012 a população evangélica e protestante chegou a 22,7%, cerca de 42 milhões de fiéis; os católicos representam 57% da população. É uma força que unida pode fazer grande diferença na sociedade. Se há divergências doutrinárias, em pontos fundamentais, todos os que mantém posição coerente com o que pregam, defendem o mesmo princípio: o amor ao próximo, o respeito, a liberdade, a valorização da vida e da família.
O Estado é laico, mas seus cidadãos, em sua maioria, professa alguma fé. Neste ponto, a  interferência  do  Estado em questões pontuais e definidas de acordo com princípios cristãos não é bem recebida por aqueles que professam e praticam as orientações de moral religiosa. A política é partidária, a religião é apartidária, por isso são paralelos que para conviver sem conflitos, precisam assumir seu papel com respeito aos seus propósitos. A família forma o Estado, e é a célula mater da sociedade, portanto, a família é maior que o Estado. Por isso, o trabalho dos governos constituídos pela vontade popular é resguardar os direitos da família, promover a segurança e manter as liberdades e os direitos de propriedade. 

Para eleitores cristãos conscientes a importância maior não é a discussão sobre competências ou sobre a obrigação cumprida pelo governo, pois isso não justifica o mal causado às estruturas morais de um povo e à democracia.  

Há alguns anos o Estado tem interferido em temas que afetam diretamente a família no que se refere a educação dos filhos. A lei da palmada que está em vigor prevê punições a quem agredir crianças, mas já existem leis que prevêm punições a maus tratos e agressões. Agredir e espancar o filho é um extremo; o outro extremo é de igual modo nocivo e pode ser causa de grandes males futuros para a sociedade. Os cristãos entendem que o equilíbrio é importante na educação. Se por um lado há filhos rebeldes, há pais que provocam a ira nos filhos pela maneira indevida de corrigir. A Bíblia diz: “A vara na correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe” – Provérbios 29:15. A lei da palmada, portanto, tem outra configuração de profundidade desconhecida, mas parece tirar dos pais a autoridade de corrigir quando, de algum modo, precisam usar forma mais direta para despertar a criança. Cada criança se manifesta de maneira diferente diante de uma ordem ou de um comando, diante dos limites necessários. E só os pais aprendem a maneira de lidar com essa questão, ou deveriam aprender.
A fragmentação da família tem criado uma sociedade de filhos perturbados, esquizofrênicos, de mente dividida, sem uma definição de vida e de seus compromissos, direitos e obrigações.
Neste ponto há uma interferência direta do sistema e do governo que visa a chamada “liberdade” sem nenhum critério, sem orientação, mas denominando fundamentalistas e hipócritas os que ainda pretendem preservar o que é moral no âmbito de uma sociedade organizada e interdependente. As ações de uns, acabam interferindo nas reações dos outros. Começam a valorizar as coisas, o consumo, os bens duráveis e objetos como um fim em si mesmo. Banaliza-se a vida e as relações humanas, reduzindo-as ao mero egoísmo e a satisfação pessoal. 
Exemplo disso é o aborto que o governo pretende tratar como caso de saúde pública e permiti-lo pelo sistema de saúde oficial a quem desejar abortar, segundo o que foi dito pela presidente da República. Os cristãos entendem que a vida começa com a concepção no ventre da mãe."Os teus olhos viram o meu corpo ainda sem forma" - Salmos 139: 16.
Outro ponto que destoa dos princípios religiosos é o “casamento entre pessoas do mesmo sexo”, cujo termo foi trocado por “união civil homoafetiva” – mas a finalidade é a desconstrução do modelo de família tradicional, como agressivamente vem sendo defendido pelos ativistas do movimento gay com respaldo do governo e suas bases, que segue os parâmetros Marxsistas do sexo livre. Esse conceito da ala esquerdista tem sido levado às crianças da educação pública impondo suas doutrinas em mentes que não são capazes de discernir pela razão e senso analítico e poder de decisão consciente. É a pedofilia moral. "E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmo a recompensa que convinha ao seu erro."(Romanos 1:27) 

Mais uma preocupação é a liberdade religiosa. Os religiosos que mantém seus princípios regidos pelo evangelho serão aceitos apenas se manterem posições relativistas e não confrontarem com os costumes e práticas  consideradas iníquas. A proposta faz parte da lei da mordaça.Os cristãos seguem a ordem de Jesus: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todas as criaturas. Quem crê e for batizado será salvo, quem não crê, será condenado"(Marcos 16:15)

A comunicação será controlada. Aos poucos isso já se faz notar. Desde o início do atual governo, o ex-presidente atacava diretamente a mídia e os noticiários que revelavam corrupções em sua administração. Exemplo recente foi a campanha para tirar uma jornalista do ar e impedi-la de dar opinião. Vários outros jornalistas dos principais noticiários da televisão deixaram de emitir opinião a respeito de assuntos de interesse da população. A continuidade de governo de perfil totalitário torna-se, portanto, uma grave ameaça para a democracia, como ocorreu na Venezuela em que canal de televisão de posição crítica ao governo teve concessão cassada; o mesmo ocorre em Cuba, com os meios de comunicação “chapa branca” que tornam-se porta-vozes do governo, o mesmo modelo de governo que aos poucos vem sendo implantado em nosso país.

Os cristãos defendem a liberdade, dizem não ao preconceito, mas mantém seus princípios inalterados, porém, querem ter o direito de pregar os princípios que regem seus atos. Cristãos aprendem a amar e preservar a vida animal e humana, e ao próximo; a desenvolver a caridade e o auxílio aos pobres; mas querem ter o direito de, com base em seus ensinamentos, alertar sobre comportamentos e ações nocivas que são praticadas na sociedade.

São esses cristãos ativos e conscientes de seu papel como cidadãos e participantes ativos da sociedade que exercem também seu papel de eleitor em cumprimento de seu dever. E são esses que não costumam escolher seus candidatos com perfis destoantes de suas crenças. Esses cristãos, não são condescendentes com a mentira e a corrupção. Somente a união dessa parcela da população que chega a quase 90% por um propósito, pode evitar que a sociedade da qual faz parte sofra as terríveis consequências de uma escolha equivocada. Somos um país de fé, mas que precisa urgentemente manifestar suas obras pelo direito de todos. 

MORDENDO A ISCA DA PROVOCAÇÃO


Por que o movimento gay vive tentando se autoafirmar num comportamento implicante e provocativo numa sociedade que entende essa questão como algo de foro íntimo? Para quê revelar-se publicamente em beijaços, nudismos e manifestações que parecem mais campanha utilizando mentes imbecilizadas como marionetes de partidos políticos que implantam na cabeça dessas pessoas que o mundo é contra eles tentando criar uma nova classe na sociedade, caracterizando separatismo e preconceito?Os discursos ideológicos equivocadamente defendem o que chamam de "diversidade sexual", sendo que há apenas dois gêneros.

Esses dias um rapaz gay foi tema numa reportagem de programa policial na televisão. Ele contava que de madrugada, voltando para casa, foi abordado por dois bandidos que o assaltaram e o feriram. O rapaz logo ligou o fato à homofobia, dizendo que fizeram isso com ele, porque era gay.  O foco se desviou dos criminosos para uma questão pessoal. Os bandidos fizeram isso, porque são bandidos, assaltantes, criminosos. O delegado responsável pelo caso foi cauteloso em julgar o fato como crime de homofobia. Segundo o que declarou, vários fatores podem ter contribuído para isso, principalmente pela região onde  o  assalto ocorreu, considerada perigosa, o que se agrava pelas condições de iluminação no local e a hora em que aconteceu o assalto.
O problema é que o ativismo gay tem pregado que quando um homossexual é agredido, o fato ocorre por homofobia, e os gays incorporam essa mentalidade a ponto de qualquer incidente que ocorra, como acontece com qualquer pessoa, tenha uma configuração e um tratamento especial. O que temos observado atualmente são as provocações que o movimento faz, como em ato de rebeldia, quando alguma opinião genérica sobre o caso é colocada. Vários setores da sociedade são pressionados pelo ativismo para dar uma resposta ao que julgam ser homofobia.
Diz o ditado que “macaco velho não põe a mão em cumbuca”, mas quem morde a isca se compromete. O recente episódio envolvendo o candidato Levy Fidelix foi o estopim para novas manifestações – diga-se de passagem -  desproporcionais ao comentário do político que revelou o que ele pensa, assim como grande parte da sociedade. O candidato foi xingado e ofendido em sua honra, sendo chamado de lixo, esgoto, entre outros xingamentos de ordem pessoal, não ideológica, que ganharam repercussão. Aliás,  não há contra-argumentos para a declaração do político, a não ser xingá-lo, rotulá-lo, desqualificá-lo.  



A sexualidade é algo íntimo, e não diz respeito a ninguém. O que ocorre é que as provocações resultam sempre em resposta nem sempre agradável aos provocadores que tentam impor a relação homoafetiva como um novo modelo de família, que foge terminantemente de seu conceito fundamental. Levy Fidelix, antes de dizer o que disse, alertou sobre a  pergunta feita pela ativista Gay Luciana Genro. “Você não era para tocar nesse assunto comigo. Falar de economia, tudo bem.” Ele sabia que não ia negar suas convicções só porque estava na televisão.
É assim que tentam “amordaçar” moralmente as pessoas. Muitos deixam de emitir opinião ou dizer que “não é a favor nem contra”, apenas para não se desgastar. É um movimento que usa uma suposta vitimização para justificar seus comportamentos agressivos e desrespeitosos. A negação de opiniões por receio de represálias não é característico de pessoas honestas em suas convicções. Por outro lado, classificar opinião contrária sobre o tema como homofobia é precipitação se não for levado em conta o que de fato se configura homofobia.
Cada pessoa tem o direito de fazer o que quiser consigo mesmo, mas quando tenta impor seus comportamentos ou expô-los de maneira inadequada como culturalmente aprendemos e naturalmente vivemos,  e que, por outro lado, tentam desconstruir com base em seus interesses pessoais em detrimento do respeito e consideração a outra grande parte da sociedade é algo lamentável e repugnante. Por esse caminho, não cresceremos.
Todo crime contra pessoa, maus tratos, entre outros, é passível de penalidade prevista em lei. Não há gays. Há seres humanos. Se o movimento tenta colocá-los de maneira diferenciada, buscando criar leis específicas para institucionalizar a homoafetividade como um segundo modelo de relacionamento – eles mesmos provocam  a própria separação e rejeição -  diante do que é comportamento natural das pessoas e sua atração pelo sexo oposto. Não é preciso dizer ao menino que ele tem que gostar de menina, nem dizer a menina que ela tem que gostar de menino – com o passar dos anos e no tempo certo, a atração ocorre naturalmente. Por outro lado, o movimento gay tenta desconstruir a naturalidade dos relacionamentos induzindo por vários meios que a sociedade aceite seu descontentamento pelo que chamam de “ditadura hetero”, esquecendo-se de que não existe ditadura natural, ela é provocada por reações adversas pelo descontentamento de um sistema harmonioso, que contraria interesses menores e equivocados. Em tempo algum se viu crianças preocupadas em saber sobre sexo como ocorre hoje em dia pelos estímulos do meio ambiente. De vez em quando temos que explicar aos filhos porque duas mulheres estão se beijando na boca dentro do supermercado. O que um pai diz a seu filho diante de uma cena dessas? Que é normal? Que cada um escolhe o que quer e o que fazer? Não se diz isso a uma criança que não tem capacidade de decidir o que é melhor para si. Ela precisa aprender.

O movimento gay quer impor uma nova “cultura” com o suporte das grandes mídias e da política e estão ganhando espaço nas novelas em superexposição como em campanha para transição cultural para o constrangimento daqueles que não compactuam com esse tipo de comportamento.
É importante lembrar que a promiscuidade sexual, a libertinagem em relacionamentos homossexuais, o ambiente em que escolhe para viver, o uso de drogas e bebidas, por si só é um grande risco. Nesses casos é importante uma profunda investigação sobre o que de fato ocorre dentro da comunidade gay e o índice de criminalidade que afeta os homossexuais.

O ativismo está criando uma celeuma na sociedade a ponto de uma minoria que hoje tem representantes na política tentar desestabilizar a harmonia do convívio. A imposição pretendida imposição jamais será aceita. É uma ilusão achar isso, pois a sociedade não é gay. A questão é a consciência de cada indivíduo reconhecer que deve respeitar e ser respeitado. Todo e qualquer ato libertino, abusivo e promíscuo, certamente terá a repulsa sob o aspecto moral e cívico. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

QUEM PAGA PARA VER DE NOVO?

Declaração importante feita durante um debate eleitoral: "Fazer o bem e cumprir sua obrigação não lhe dá o direito de fazer o mal" - replicou o candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro Marcelo Crivella ao atual governador candidato a reeleição Luiz Fernando Pezão quando falou das obras que fez, esquivando-se das explicações requeridas sobre corrupção em seu governo.
A nossa política é rasa, superficial, assim como os interesses do eleitorado. Parece que as consideradas “boas ações” do político, reivindicadas em público que mais parece elementos para compor jogadas de marketing torna-se carta branca para gerir de maneira escusa os assuntos administrativos de interesse nacional.

O maior escândalo de corrupção de nosso país, aos poucos foi minimizado pelos discursos repetitivos do governo. Os condenados e presos pelo caso, aos poucos voltam à sua vida normal, apoiados pelo governo e sua militância. O ex-presidente Lula ainda coloca dúvida sobre o caso e ainda supõe que o mensalão não existiu. A mídia, o único meio de levar ao conhecimento, pelo menos a ponta do iceberg da corrupção, é atacada e desqualificada pelos partidários. E o governo diz que "manda investigar"como se não soubesse do que se passa, somente depois de o povo tomar conhecimento pelos meios de comunicação.  O julgamento do caso foi desqualificado e o Juiz que condenou foi desacreditado, ameaçado, aposentado. Petistas odeiam Joaquim Barbosa, e foi ameaçado de morte por um militante a partir do Palácio do Planalto. O caso não deu em nada, apesar de ameaça de morte configurar crime.  A mídia é colocada como a oposição que tenta desestabilizar os interesses do governo denunciando seus malfeitos. Ameaçam jornalistas que comentam na televisão; calam a boca daqueles que parecem ser um entrave para seus negócios com chantagens, pois estão aparelhando o Estado, aumentando seus tentáculos perniciosos, tornando até mesmo instituições privadas dependentes de suas decisões.


Mas o que o povo tem a ver com as discussões internas, os interesses escusos de seus representantes, as negociadas por trás das cortinas no âmbito da administração, se o povo está cobrando apenas migalhas e migalhas recebe como resposta aos anseios populares, se para o povo o importante é ter seu benefício no fim do mês por ações disfarçadas de resposta aos reclames sociais? O povo não sabe de nada e não quer saber. E os políticos maldosos sabem disso. Assim continuam oferecendo o circo e o povo aplaudindo o espetáculo. A discussão deixa de ser política e passa a adotar suposições, julgamentos pessoais.
O maior escândalo de corrupção de nosso país, aos poucos foi minimizado pelos discursos repetitivos do governo. Os condenados e presos pelo caso, aos poucos voltam para casa e à sua militância política, apoiados pelo governo e seus aliados. O ex-presidente Lula ainda coloca dúvida sobre o caso e ainda supõe que o mensalão não existiu. A mídia, o único meio de levar ao conhecimento, pelo menos a ponta do iceberg da corrupção, é atacada e desqualificada pelos partidários. O julgamento do caso foi desqualificado e o Juiz que condenou foi desacreditado, ameaçado, aposentado; a mídia é colocada como a oposição que tenta desestabilizar os interesses do governo denunciando seus malfeitos. Ameaçam jornalistas que comentam na televisão; calam a boca daqueles que parecem ser um entrave para seus negócios com chantagens, pois estão aparelhando o Estado, aumentando seus tentáculos perniciosos, tornando até mesmo instituições privadas dependentes de suas decisões.

Para quê o governo tem que esperar uma manifestação pública para responder às cobranças, se o representante do povo em seu cargo deve  ter competência e capacidade de entender as necessidades básicas e elementares e trabalhar no sentido de minimizar suas falhas administrativas que refletem nos serviços que deve prestar ao Estado ou à Nação?
É assim que o governo se defende: quando é chamado à responsabilidade e a dar explicações sobre escândalos, desvios de finalidade na aplicação de recursos, a corrupção, entre outros temas de profundidade tamanha cujas consequências podem ser a destruição de um Estado, ele usa as ações sociais e maquiagem na apresentação de números e dados de avanço e progresso como escudo. As frases: “esse governo foi o que mais fez; nunca em tempo algum tivemos tanto...” são evasivas para desviar o olhar e as atenções do que é elementar. É muito bom ter cautela com candidatos que vivem apontando números de supostas realizações feitas. Assim conseguem atenção ou admiração enquanto não se prove em contrário, pois, dificilmente alguém sairá a procura dos números para conferir.  Munidos de dados estatísticos, tentam passar imagem de bom gestor, mas o que importa para o desenvolvimento de um país, não é o que foi feito, mas o que não foi. As frases repetitivas que servem como defensiva precisam ser observadas no confronto com o que se diz e com o que realmente é.
Essa falta de interesse da população para aprofundar-se e sair do senso comum e da política mediana que faz o governo, é que respalda essas ações rasas e o povo acaba se contentando com pouco, muito pouco.
Não podemos apenas discutir segurança pública com o uso e aumento da força policial, apesar de o povo pensar que isso resolverá o problema; não é aumentar o quadro de médicos para atendimento à população, ainda que o povo não saiba se expressar quando consultado sobre o que mais precisa. As bases estruturais precisam ser resguardadas; a política precisa ser ampla. A questão de moradia não se resolve apenas com a construção de casas, mas pela permanência de seus moradores numa moradia que garante segurança e infraestrutura adequadas às necessidades das famílias. Não se pode aceitar obras de fachada com fins marketeiros em época de campanha, apenas para maquiar as grandes responsabilidades de quem assume o maior cargo político de uma Nação. O trabalho na superfície por um lado agrada aos olhos, mas por outro lado, esconde o buraco negro para o qual o país pode estar prestes a cair, na desconstrução da democracia e das liberdades. Veja a educação, a atenção aos jovens, o combate às drogas. Veja a saúde, o saneamento básico.

Não nos permitamos à alienação. A comer o que nos oferecem; a aceitar o que eles respondem e a concordar que “se não tem remédio, remediado está”.  O maior perigo para uma Nação é o comodismo. E parece que é isso que tentam fazer pelas manipulações ideológicas de que tem muito a fazer, mas que não se responsabilizam pelo que não fizeram.  Não podemos aceitar a mea-culpa. As responsabilidades precisam ser assumidas, sempre. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

"AO USAR O SANITÁRIO DÊ A DESCARGA"

Perguntei a um jurista: - por que uma pessoa que tenta suicídio e escapa não responde criminalmente, e os que tentam homicídio respondem a processo e até são presos?

- Não há lei que proíba você prejudicar-se a si mesmo, aquilo que você faz contra si mesmo. Mas a lei prevê proteção aos que são vítimas de algum mal causado pelo outro. 
Se levarmos em consideração esse argumento, é possível entender que a minoria pode fazer o que quiser, contanto que seus atos não interfiram nos direitos da maioria, seja por questões práticas ou por pregações ideológicas do ativismo tendencioso. 

O filho levou um tapa na boca ao ser visto pelo pai com um cigarro. Logo depois, ao sentarem-se à mesa para almoçar, o pai acendeu um cigarro e fumou. O menino perguntou: por que você pode fumar e eu não posso? 


Nossa sociedade é formada com base em exemplos, naquilo que se vê, que se exterioriza.

Tempos atrás, o pai corrigiu seu filho que beijava a boca de sua irmã. Mas o menino disse que estava imitando o que viu na televisão. Recentemente, um menino de 5 anos beijava seu colega na boca porque tinha assistido a um beijo gay na novela. Aos poucos essas influências acabam minando e criando tendência comportamental como se fosse algo que devesse ser compartilhado, até por força de lei. Isso certamente foge ao princípio dos direitos.

Podemos considerar que as classificações de faixa etária regula a audiência por idade, certamente por exercer influência em mentes que não sabem discernir entre uma coisa e outra; entre o real e o imaginário. 
Eu me lembro de uma campanha contra o fumo, em que nas emissoras de rádio a peça dizia: "Se alguém fumar do seu lado, diga educadamente: obrigado, não quero fumar seu cigarro." 


O objetivo era proteger a saúde de quem não fumava, pois os fumantes passivos, seriam mais prejudicados que os fumantes ativos. 

Eu não soube de órgãos representativos dos direitos humanos ter entrado com processo contra discriminação a favor dos fumantes. 

Pelo andar da carruagem da sociedade moderna, os direitos humanos devem entrar, em breve com representação em defesa dos alcoólatras por discriminação ao serem abordados e obrigados a soprar o bafômetro. E eu nunca vi um alcoólatra dizer que é discriminado quando é preso por dirigir embriagado. E os bares, supermercados e botequins, tem suas prateleiras lotadas de bebidas!  

Mas ele não tem o direito de beber? Sim. Mas quando sua embriaguez interfere na vida de outras pessoas, na paz do convívio social e no respeito ao espaço público, torna-se algo nocivo não a si mesmo, mas aos demais.

Por que esse mesmo princípio não pode ser adotado em relação a comportamentos sociais que interferem, principalmente, em quem ainda não tem maturidade para entender o meio em que vive? O que o estatuto da criança e do adolescente reza a respeito de comportamentos alheios que geram influência sobre os menores?

Certa vez me senti ofendido quando ao entrar no banheiro da escola li um cartaz que trazia esse alerta. Pensei com meus botões: eu sempre dou descarga quando uso o sanitário. Esse aviso não está sendo justo comigo! Procurei então a professora e disse isso a ela. 

A resposta foi simples. - Esse aviso então não é para você, ignore-o. O aviso é para quem usa e não dá a descarga. 

Já imaginou se uma minoria ofendida, se unisse a outros e fizesse protesto para tirar o aviso "constrangedor?" A convivência em grupo, sem dúvida, deve respeitar o que é bom para a maioria, o que é saudável e higiênico, em questões externas. Mas há questões morais e imateriais que interferem e influenciam a convivência e é isso que temos assimilar ou que combater quando torna-se institucional e impositivo.  O que é natural não é impositivo. A imposição e auto justificação parte da rebeldia.

A GERAÇÃO FAST FOOD

“As crianças hoje não aprendem para a vida. Os jovens hoje só estudam para passar em concurso” – disse uma entrevistada num programa de rádio.
Será que ela tem razão?

Não se pode trazer um tema generalizado, pois há exceções, mas  as exceções aparecem apenas como algo aleatório e é comum que haja a exploração generalizada de exemplos que não deveriam ser seguidos. Discute-se os direitos de crianças e jovens, mas pouco se fala de seus deveres, que vem sendo esquecido ao longo das décadas. Os desejos individuais passam a ser “palavra de ordem.” As vontades devem ser satisfeitas, independentemente de que tipo de vontade e que interferência ela pode trazer para os direitos dos outros. Ao olhar sua realidade de vida, seu histórico meritório por suas lutas e conquistas, acaba passando por cima das realidades alheias e, em muitos casos, subjugando os outros sem o desempenho semelhante. 

A atual geração, por um lado, rica de informação sobre tudo que a rodeia, que domina a tecnologia e sabe qual é a última moda da terra, por outro, padece a falta de conhecimento de outras coisas, essenciais, o desenvolvimento analítico e senso crítico das coisas e educação para a vida e princípio de cidadania. É quase comum preocupar-se em ganhar dinheiro e ter um bom salário e, para esse fim, estuda, treina, reza pela cartilha, o molde sistemático, e consegue realizar-se financeiramente ao passar para um concurso de uma multinacional ou empresas públicas. Mas é lá, no desempenho de suas atividades, que se manifesta a educação do indivíduo no trato com as pessoas que a ele se dirigem. Há até mesmo os que buscam ostentação e riqueza por métodos duvidosos. 


Mas de que  fontes  vem o salário que recebem? O que precisam fazer para manterem-se em seus cargos ou subir na carreira? Que princípios e valores norteiam as ações, e que motivações movem suas mãos? Para que finalidade? 

Há quem conhece com destreza as operações matemáticas, domina a química e a física; por outro lado, desconhece o que seria essencial para sua sobrevivência; o lidar com seus limites, com suas emoções, e com a mente cauterizada a ponto de não enxergar o outro. É a geração que entende que tudo se compra com dinheiro, e o dinheiro tornou-se um fim para todas as coisas; para suprir todas as necessidades e desejos pessoais. É a mesma geração que xinga de fundamentalista e preconceituoso os que procuram mostrar o outro lado da moeda. 

Aos poucos, a mente vai passando por um processo de altivez, de auto-suficiência; de cegueira compulsiva; a sensação de poder acaba roubando do indivíduo a possibilidade de gerenciar sua própria vida, não as coisas da vida. Peca-se nos relacionamentos, no respeito ao espaço coletivo; na cortesia. Essas ações ocorrem no trânsito, nas vias, nos bares, em casa. Há até mesmo aqueles que adotam comportamento de não juntar o lixo que produz pelo fato de ter alguém que o faça.  Os mesmos que vivem em busca de "direitos" que julgam ter, só porque "estão pagando". Os que exigem tratamento distinto do que é dado aos demais só porque se acham em "patamares" mais elevados economicamente.


O “crescimento” precisa ser proporcional ao preparo para a vida. Senão é apenas uma “casca” que ao quebrar-se revela o que traz do lado de dentro. E essa quebra ocorre em muitos casos, quando suas vontades não são satisfeitas, quando suas verdades são confrontadas; quando se deparam com a vida real, não a que construíram por sua imaginação e poder de compra. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PERMITA-SE CAIR

Enquanto nos esforçamos para evitar uma queda, o desprendimento de energias é tanto que esse esforço torna-se apenas um meio de proteção temporário que só retarda o inevitável. É impossível viver bem sobre uma "corda bamba" por mais habilidade que alguém desenvolva para equilibrar-se. Muitas vezes a "operação tapa buraco" que realizamos não é suficiente para alcançar a periferia onde pode estar a raiz, o começo do problema. 

Atacamos aquilo que é visível aos olhos; começamos a rejeitar coisas que interferem em nossa integridade moral, física e espiritual, mas a atração dessas coisas podem ser fruto de nossas ações imateriais, que podem estar na nossa maneira de pensar que interfere em nosso condicionamento emocional, até mesmo por questões educacionais, a maneira como fomos educados, o juízo de valor que fazemos das coisas que nos cercam. 

Em muitos casos, seu valor e potencialidades são percebidos apenas por você, com base em seus esforços interiores e não consegue manifestar suas competências, porque canalizou de maneira errada o que é humildade; aprendeu que dinheiro é apenas fruto do trabalho (consequência) e, trabalhando, não vê o resultado esperado, mas não lhe ensinaram a sonhar, a  planejar; não ensinaram que perder e ganhar faz parte da vida, e quando você perde, culpa-se.  A vida torna-se cansativa e um fardo difícil de carregar porque não se permite a queda para um  recomeço. 

É bem verdade que temos medo de passar uma imagem de fracasso diante da comunidade da qual fazemos parte. Mas o maior fracasso é viver uma vida toda sem maiores resultados. 


Permitir-se cair, é deixar que o fracasso seja visto; é pedir socorro; dizer que precisa de ajuda. O silêncio em meio a crises só depõe contra você, contra sua integridade moral, quando seu sofrimento começa a se manifestar em sua saúde, comprometendo sua disposição que passam uma imagem distorcida sobre sonhos e desejos que você insiste em guardar para si mesmo, sem alardes, pela crendice de que quando sonhos são revelados, espíritos negativos podem impedir que se realizem;  quando assumimos que fazemos bem determinado trabalho atraímos a inveja, e você prefere desenhar em sua mente a solução mas desprovido de iniciativa, diante dos bloqueios que construiu.   

Por que não pensar o contrário: Quando compartilhamos os sonhos podemos atrair amigos para ajudar a construí-los; quando assumimos que fazemos bem o nosso trabalho, admitimos nosso conhecimento e ganhamos respeito no trabalho - e isso não pode ser confundido com falta de humildade.


Essa libertação só ocorrerá primeiro pela admissão, depois pelo caminho que precisa seguir e o planejamento para que o fim seja alcançado. Mas em todos os casos, é preciso buscar ajuda. Esse comportamento não é algo que se escolhe como se fosse algo numa vitrine. Ele é construído e ganha espaço em nossa vida por diversas vias, que vai do ambiente em que vivemos, os hábitos, cultura familiar, crenças e costumes. Chega um momento em que é importante um encontro consigo mesmo para rever suas atitudes; o porquê das coisas não darem certo como imagina em sua mente; as ações, se são  proporcionais e adequadas ao que deseja que aconteça. Seria vergonhoso admitir falência, ou às escondidas viver sofrendo em silêncio contando moedinhas para comprar o pão? 

Enquanto os "fracassos" que alimentamos estiverem entre as quatro paredes que construímos em nossa vida; enquanto as máscaras cobrirem as manchas do nosso rosto, não vamos experimentar a libertação e a consequente renovação. É preciso fazer a limpeza do ambiente para que novidades tenham espaço; abrir mão das quinquilharias que ocupam espaço sem nenhuma utilidade considerável. 

É importante lembrar que só se levanta quem cai; só cai quem está em pé. São dois extremos. Quando procuramos por meios artificiais o retardamento da queda, já é sinal que reconhecemos que estamos prestes a despencar. Muitas vezes as bases estão tão  ruídas que não dá mais para remendar. O recomeço pode resultar do "fundo do poço". Nem sempre o fim do poço é visto, mas sentido. É um estado de espírito, nem sempre é o que os outros vêem. É por isso que muitos criam raízes dentro dele, tornando sua vida estagnada e sem motivação; fria, escura. Há momento na vida em que é preciso deixar de lutar. A "entrega" pode refazer as forças; a trégua é momento de estabelecer planejamento para começar de novo. "Cair" pode ser uma decisão quando você desiste de "empurrar com a barriga" sem uma alternativa definitiva. Levantar-se da queda, é uma decisão diante da única alternativa de quem deseja viver. De verdade.