domingo, 25 de dezembro de 2011

PROTESTANTE? NÃO, OBRIGADO!


Acumulamos vários conceitos
e vivemos segundo o
que nos fazem pensar.
Ao fazermos parte de um país e participarmos como cidadãos, aos poucos, vamos assimilando o que é defendido como valor; gostos, preferências; moda e costumes. Fazemos parte de uma sociedade mista e de um país rico por seus regionalismos, crenças e sotaques; a culinária é rica com seus pratos típicos, muitos dos quais são reconhecidos como referência de seu Estado. O comportamento social, bem como suas ideologias, podem fazer parte do senso comum, porém, são as nossas escolhas, com base nos princípios que apreendemos que definirão se devemos ou não engrossar a fileira da maioria. Se não temos o poder de mudar o fluxo da maioria, poderemos andar à parte. Muitos conceitos criados e por meio dos quais os comportamentos e escolhas são respaldadas, até mesmo sob o ponto de vista prático, tem a ver com a aceitação daquilo que não podemos mudar, pois passam a ser legitimados. Frases que orientam "Se não pode contra eles, una-se a eles"; "manda quem pode, obedece quem tem juízo",  são teorias subservientes e adotadas no sentido de convencer e tirar o peso da consciência afetada, ou arrefecer os ânimos dos contrariados.  Aqueles que não aceitam determinados conceitos, de certo  modo começam a viver sob uma escravidão ideológica, sem a liberdade de expressar o que crêem. Os que procuram viver essa liberdade, passam a ser vistos como "libertários" ou revolucionários. 

A UNIDADE EM CRISTO

O  próprio Cristo, foi considerado um revolucionário,  cujas mensagens até hoje assombram os interesses humanos e religiosos. Quando a mensagem do Cristo é compreendida pelo ser humano, há, de fato, uma libertação. Passamos a entender que Ele veio nos libertar do jugo do pecado e da maldição. O véu que nos separava de Deus, rasgado pelo sacrifício de Jesus, é recosturado, de acordo com os interesses religiosos. Daí explica-se os variados conceitos doutrinários, criados pela descentralização dos princípios de Cristo. Ainda hoje, as religiões tentam provar que estão certas e apontar as que consideram erradas.  Os ensinamentos religiosos passam a ser compartilhados por pessoas da mesma crença, criam células de separação. Algumas chegam até alcançar o mundo e sobrepor fronteiras, mas como uma sociedade organizada e sazonalizada, sem avançar porta a fora e alcançar os sedentos do evangelho.

Ao contrário da mensagem de Jesus, que foi dada no sentido de unificação a Ele, a mensagem religiosa defende, naturalmente interesses institucionais.  

Quando o sistema religioso institucional esconde a Cristo, tenta  proteger-se por um lado, e escravizar os fiéis, de outro. A simplicidade e pureza dos Evangelhos de Jesus, dirige o nosso olhar para o quão limitados somos e o quão equivocados vivemos em muitos comportamentos e ações que adotamos, enquanto professos seguidores de Cristo. A mensagem de Cristo abre-nos os olhos para enxergar a natureza humana em todas as suas esferas, fazendo-nos reconhecer que  somente nEle há regeneração. Jesus instituiu uma igreja. A Igreja Apostólica foi criada com base nos ensinamentos de Cristo e que crescia no repartir do pão e nas orações. Viviam em comum. Os mais ricos dividiam seus bens com os mais pobres, assim prosperava na comunhão da unidade em Cristo. Esse princípio foi se dissolvendo com o passar dos séculos, misturando-se com costumes e filosofias diversas, perdendo sua identidade. Ainda, na teoria, destaca-se a essência da  igreja apostólica como referência, mas  dificilmente enquanto instituição organizada politicamente, prosperará posicionando-se da maneira como Cristo sugere. E isso não vem de hoje. A mensagem de Cristo incomodou as estruturas religiosas de sua época.  Se o evangelho de Jesus  nos causa desconforto ao confrontar-se com nossos interesses, este é um sinal de que precisamos buscar a conversão nEle.  Não há necessidade de uma nova religião; uma nova revelação; uma nova mensagem ou uma nova filosofia. Necessário é a todos, retornar ao caminho Cristo. Ele é o caminho. Ele é a Pedra angular, na qual foi estabelecida a sua Igreja. Para quem mudou o rumo, cumpre voltar às "veredas" antigas; abraçar a mensagem final à igreja de Laodicéia, com ardente desejo pelo  arrependimento e convertendo-se a praticar as boas obras.

A mensagem libertadora e  salvadora de Cristo alcança indivíduos e corações sinceros, que mesmo diante da mistura do "vinho" (mensagem) ou seja, diante de conceitos modernizados e secularizados, até mesmo legitimados sob o ponto de vista religioso - ainda adotam o comprtamento dos que não se ajoelham diante dos "reis" deste mundo.  

CONFORMIDADE COM O MUNDO

Falando em culturas mistas que herdamos até mesmo de nosssos ancestrais e outras novidades do mundo moderno,  algumas coisas tornam-se tão naturais que são aceitas sem resistência. Os choques ocorrem, quando culturas diferentes são introduzidas em outros países, as quais não fazem parte do censo comum. Há naturalmente um  impacto inicial, mas com o passar do tempo,  tudo  torna-se aceitável. Mesmo havendo resistência pela novidade, o modo estratégico utilizado para que determinada cultura seja implantada, seja pela linguagem utilizada, ou a criação de  uma "necessidade" subjetiva, os focos de resistência vão diminuindo.  Os apelos são aceitáveis, finalmente, porque queremos viver uma vida harmoniosa e confortável, pelo desejo que temos como indivíduos sociáveis, de nos sentirmos parte da maioria. Levando para a questão religiosa, nesse ponto, corremos o risco de viver relaxadamente com  situações, nas quais devemos assumir o papel  que a nós foi confiado,  como o “sal da terra”.

O futebol tornou-se sinônimo de união

Hoje, com os avanços da tecnologia e a globalização, temos acesso a variadas informações sobre o que desejarmos. Tudo parece ao alcance das mãos. As notícias e acontecimentos chegam praticamente em tempo real.

Mas há culturas antigas que vão se disseminando pelo mundo e passam a ser incorporadas pelas gerações, que nem sempre procuram saber sua finalidade, quem as criou, o que representam na vida de cada indivíduo. Isso não importa, se o que está sendo introduzido, de algum modo é agradável. As estratégias de mercado são suficientemente capazes de “vender” suas idéias e conceitos elaborada de tal forma a despertar o "sonho"  de consumo.  

QUESTÃO DE PRINCÍPIO

O que deve  ficar bem  claro  e  bem  definido, é até que ponto os costumes, a moda, os gostos e preferências interferem em questão de princípio. Mas, existe, até mesmo, sugestionamentos para o  despertar de um novo princípio; um novo caminho; uma nova proposta – levando a muitos, repensarem o que aprenderam no passado.  


Zeus, o deus Grego homenageado nas Olimpíadas.



Quando levamos esse tema para o campo religioso, precisamos estar atentos sobre as interferências ou influências da cultura secularizada nas igrejas.

Os gregos, por exemplo, são autores de muitos costumes incorporados no mundo inteiro. Até os romanos se renderam a certos comportamentos.  Os gregos dominavam as artes plásticas; eram bons escultores; desenvolveram os esportes, a filosofia; as representações teatrais.

Nos esportes, foram os gregos que desenvolveram os Jogos Olímpicos. Aconteciam a cada quatro anos na cidade de Olímpia, na Grécia. Esses jogos foram criados para homenagear  os deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco entre outras competições. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.

Os gregos valorizavam o corpo humano e suas formas; músculos, vestimentas e adornos, sentimentos e expressões eram retratados pelos escultores gregos. As artes plásticas da Grécia Antiga influenciaram profundamente a arte romana e renascentista. As vontades pessoais; os desejos; o requinte; a valorização do ego e vaidades, eram comportamentos bem difundidos e aceitáveis. Os shows e espetáculos que evidenciavam o talento e performances de seus artistas. Havia o interesse de transformar os pensamentos pelas filosofias, colocando o homem como peça central; o homem bastaria-se a si mesmo. Isso desfocava a visão da necessidade de um Deus que os salvasse.  


Teatro e coreografias.
cultura Grega difundida pelo mundo.


Os cristãos que seguem a Bíblia,  entendem  que  os ensinamentos de Deus são Universal. As veredas pelas quais a Bíblia orienta para os seguidores de  Cristo adotarem, são as “veredas antigas”. Pela facilidade e tantas opções que surgem diante de nós, é possível que essas “veredas” antigas sejam esquecidas e até mesmo substituídas pela necessidade de popularização, para não parecermos antiquados diante do mundo moderno. Necessitamos parecer “antenados” com a modernidade e vivemos numa perigosa aventura de caminhar em cima do muro. 


Igrejas  buscam popularidade.

Uma grande estratégia  do deus desse século, é criar situações para que se desperte no mundo religioso uma necessidade de se tornar mais flexíveis, pois, difícil é lutar contra as estruturas seculares sem parecerem “radicais” ou fundamentalistas, principalmente quando se utiliza os meios de comunicação de massa. Cria-se a necessidade de ficarem de bem com todos, para que o mundo os aplauda pela mudança que adota e pela flexibilidade e aceitação daquilo que não parece tão ofensivo como se "pinta"; que parece não ser tão mal assim.  Por uma responsabilidade institucional, cria-se a necessidade de negociações políticas e troca de interesses. As 'rachaduras' na maneira de lidar com os princípios orientados por Deus, são brechas pelas quais o secularismo vai ganhando timidamente lugar, até que, aos poucos torna-se algo tão natural, que passamos a não perceber o distanciamento de seus ensinamentos, pois o fazemos da maneira que nos convém; passamos a "construir" uma religião ao nosso modo de fazer; e um deus, segundo a nossa própria imagem e semelhança.

Hoje, vivemos a era do “protestantismo light". Já não se protesta a nada, porque necessitamos ser simpáticos sob um pretexto equivocado. Fazemos um discurso light para sermos bem aceitos. Até na política a fórmula light funciona.

Aos seguidores de Cristo, é urgente a necessidade de mostrar o caminho e retornarmos à vereda antiga. Buscar na revelação Bíblica a orientação para a nossa conduta como verdadeiros Cristãos.  
"Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?"


Estamos diante da palavra de ordem:  "equilibrio".  Mas, como manter equilíbrio sobre questões pontuais e inegociáveis? Que equilíbrio pode haver entre a verdade e a mentira; a luz e as trevas; o santo e o profano; o bem e o mal? - é disso que estamos tratando - não da fórmula adotada, mas do conteúdo. Não estamos tratando a questão da linguagem, que posicionando-se, deve ser respeitosa no trato com o ser humano. Mas o "equilíbrio" que leva à condescendência pelo não posicionamento real, coloca-nos em meio a caminhos paralelos, que nunca poderão andar de mãos dadas por sua natureza. Os seguidores de Cristo precisam manter a integridade,  "ainda que caiam os céus" sobre suas cabeças. Foi o que ocorreu no passado com nossos irmãos, que não se curvaram diante do mundo para obterem conforto, fama ou glória, ou até mesmo para fugirem da morte.  

O caminho dividido não leva ao mesmo lugar. 
Mas em nossos dias, até  quando não haverá a distinção entre o santo e o profano; até quando dividiremos nossos pensamentos entre dois caminhos?

Até quando pretenderemos seguir a dois Senhores?  A amizade do mundo é inimizade contra Deus. Ao sentirmos prazer nas coisas do mundo, precisamos rogar de Deus que coloque em nosso coração o amor por Ele. Se as coisas do mundo são atraentes para nós, que olhemos para a Cruz de Cristo, como a que foi levantada no deserto, capaz de curar a nossa alma.

Como disse o Apóstolo Paulo: “Se ressucitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, não as que são da terra”. (Col. 3)

sábado, 24 de dezembro de 2011

VOCÊ É ATEU? QUE CULPA TENHO EU?

Esses dias fiquei  impressionado ao ouvir as declarações de uma pessoa, que se diz ateu, porque não acredita em Deus. Isso é fato. Quem não acredita em Deus, é considerado ateu. Mas ao descobrir os motivos e as razões dessa pessoa, entendi que ela não acreditava em Deus, por causa dos crentes.  Percebi com isso, que essa pessoa  não era  tão ateu assim. Não havia nenhuma razão contundente para, que de alguma maneira provasse a inexistência de Deus. Há os que dizem desacreditar de Deus, por suas próprias experiências frustradas, por seguirem a alguns ensinamentos, dos quais esperavam o resultado pretendido. Ou seja, passaram a seguir ensinamentos de homens, ou a observar suas práticas, comparando-as à teoria. Quando levamos a questão espiritual para o lado técnico das percepções humanas, caímos em grande laço, pois as coisas espirituais, não podem ser entendidas na esfera meramente física. Esse tema ganha outras vertentes que não apenas a questão do evolucionismo ou criacionismo, temas normalmente que entram em discussão quando o assunto gira em torno da existência de Deus. Percebi, que além dos ateus "científicos", há os que dizem não acreditar em Deus por não terem sido correspondidos da maneira como esperavam dEle alguma coisa. Desses, ouve-se: "Se Deus existisse mesmo, isso não estaria acontecendo"... ou:  "Se Deus existe, que ele faça isso ou aquilo para mim"...

Certa vez, ouvi até de um crente: "Se Deus não curar a minha irmã, rasgarei a Bíblia e deixarei de acreditar nEle".

Praticamente, em quase todas as denominações evangélicas, ouvimos termos como: "determina a bênção...Deus vai realizar o seu sonho; Ele vai fazer um milagre na sua vida; Ele vai dar prosperidade a você", etc.  Mas naturalmente, não há um ensino paralelo a isso, relacionado à  vontade e o plano de Deus para nós. Não existe um entendimento sobre a comunhão pessoal e o que significa bênção.

A "síndrome" de Tomé, persiste até hoje: "Eu só acredito, vendo". Na verdade, Tomé tinha conceitos diferentes sobre a ressurreição. Os saduceus não criam na ressurreição dos mortos, por este conceito que ele aprendeu, precisou tocar em Jesus para crer que era Ele mesmo quem apareceu na casa onde ele estava. O aprendizado - a maneira como aprendemos -  tem muito a ver com a maneira de nos posicionarmos até diante de evidências.

Há um outro olhar que deve ser considerado. As religiões estão associadas a Deus. E todas as práticas religiosas levam naturalmente  àqueles que não tem o conhecimento da verdade, ao pensamento de que Deus aprova todos os comportamentos de seus "seguidores". As vezes, o descrédito nas religiões, acabam afetando a crença em Deus.

FÉ A BASE DE TROCA

A crença em Deus estabelece-se pela
compreensão de sEu amor por nós.

A "grosso" modo, a nossa visão sobre Deus e a nossa crença nEle, estabelece-se de maneira rasa. Ao invés de consultarmos a Deus, sobre a vontade dEle para nós, jogamos os nossos sonhos diante dEle e afirmamos, determinamos que assim queremos. Mas, de quem é a responsabilidade de ensinar? - A nossa crença em Deus não deve ser firmada em frases de efeito, por determinação de uma "querência", apenas. A nossa crença em Deus, precisa alcançar a esfera espiritual. Por ensinamentos equivocados, alguns, que se consideram ateus, deixaram de acreditar em Deus por este motivo: "Tudo o que falam lá, não é verdade".

Neste caso, alguns passam a condicionar a crença em Deus a algum sinal que pedem como prova pelo simples fato de não ser visível aos seus olhos. E, muitas vezes, esses sinais acontecem mesmo, de maneira individualizada; outras vezes não da maneira como se espera. A crença condicional à resposta daquilo que se pretende, é uma crença vulnerável.  Mas até neste ponto, é preciso entender sobre o agir de Deus e sobre os propósitos de suas ações e os planos dEle para a humanidade. 



A  fé, é elemento fundamental para aceitarmos a crença em Deus, ainda que  haja evidências que nos levem a crer em sua existência. A evidência da inexistência (por não ser visível) pode ser considerada pelos ateus como fundamento do que defendem. Por outro lado, alguns consideram os que acreditam em Deus, alguém sem cultura ou instrução, ou até mesmo loucos.  

 Teorias sobre verdade e mentira
sempre terão argumentos. As tentativas de prova,
poderão desviar o olhar da essência.


Na verdade, todas as frustrações humanas ocorrem por expectativas interrompidas, diante do que se esperava. Por isso, erramos  ao tentar materializar a Deus com argumentações teóricas, poéticas ou filosóficas para defender que Ele existe.  

É comum  esperarmos que  algo aconteça, depois de uma promessa, de uma proposta; desistimos ou tentamos novamente por outros meios, quando essas promessas não se cumprem,  ou quando os ensinamentos que recebemos  não condizem com o que vemos na prática, muitas vezes por ensinamentos equivocados, que produzem práticas errôneas e falsas esperanças,  que não condizem com a Palavra da libertação. Há quem se levante prometendo o que Deus não prometeu; falando em nome dEle o que nunca o disse; ensinando o que nunca ensinou. Tudo isso ocorre exatamente por meio das teorias doutrinárias de religiões que exploram a fé das pessoas, sem o devido ensinamento, algumas delas com crescimento vertiginoso, pelas promessas que fazem em nome de Deus "arrebanhando" multidões que buscam uma solução material para os seus problemas.  

Os planos de Deus não são lógicos
diante da mente finita do homem.
Certa vez, entrei numa polêmica com um colega de trabalho numa emissora em que iniciei carreira de radialista há mais de 23 anos. Ele se referia ao assassinato de uma criança pelo próprio pai, cujo corpo foi enterrado no quintal de casa, e, em seu programa, no ar, disse: - “Que Deus é esse que vocês falam que não vê uma coisa dessas? Criancinhas morrendo inocentemente desse jeito? Que Deus é esse, que vocês crentes dizem que nos ama e deixa que uma coisa  dessa aconteça?”


Essas dúvidas existem,  porque deixamos de ensinar sobre o amor de Deus e o que ele significa; deixamos de falar sobre as marcas que o pecado deixou na humanidade. Deixamos de pregar em nossos programas, que no mundo, todos teremos aflições como essas, e que as promessas de Jesus é de um novo céu e nova terra em que habita a justiça; é porque deixamos de falar que, neste mundo, todos sofrem: os bons e os maus; os justos e os injustos.

Este é um ponto forte que leva muitas pessoas a desacreditarem de Deus ou buscar alguma outra religião que traz algum conforto apresentando que há uma vida após a morte.  Deixamos de falar do grande amor de Deus, e pregamos o  que muitas vezes, só interessa aos que de igual modo, pensam como nós. Fazemos da religião um “clube” de associados que compartilham das mesmas idéias e que não são capazes de ajudar iludidos a encontrarem o caminho. Satisfazemo-nos apenas com a nossa salvação. Por vezes, gastamos tempo e estudo para provar aos outros a religião certa ou errada; vivemos em torno de doutrinas religiosas, entrando em discussões e debates, mas, por outro lado, deixamos de, silenciosamente, temperarmos a terra. A nossa super exposição como defensores da verdade e das doutrinas de Cristo, de igual modo, transforma-se em um mural, onde as pessoas fazem a leitura, não somente do que falamos, mas do que praticamos. Passamos a atrair pessoas para as nossas teses e teorias, não para a simplicidade da salvação. Alguns tornam-se até referência por meio de seus estudos profundos dos temas mais complexos da Bíblia. Ensinamos as pessoas a aceitarem nossas doutrinas, mas não as orientamos que é necessário conhecer, também,  o poder de Deus.  Na maioria dos casos, as dissidências e o descrédito ocorrem por questões teóricas, da defesa que temos de determinada doutrina, ou do que chamamos de crenças fundamentais - tornando-se elementos principais para tornarmo-nos seguidores de uma religião.  

A teoria e a prática,  pode ser elemento importante  para dar provas daquilo que cremos.  A representação de Deus aqui na Terra,  foi Jesus. A história não contesta a sua existência. Foi Jesus quem revelou a Deus e  elegeu seus discípulos, que  tornaram-se mais tarde Apóstolos, para representá-lo aqui na terra. Os ensinamentos de Cristo sempre tiveram por base a sua  prática. Fé e obras.


A prova da existência de Deus
se estabelece com muito poder
na comunhão pessoal que se manifesta no coletivo.  

Esse ponto pode abrir várias brechas para sermos apontados como     professos seguidores de Cristo. Nós ensinamos que somos representantes de Cristo aqui na Terra e, Jesus falou a nosso respeito dizendo que “somos o sal  da terra e a luz do mundo”.  Algumas frases de efeito e motivadoras, dizem que as pessoas devem ver Cristo em nós. E que este seja o nosso grande objetivo.

Mas, a partir deste ponto, vemos em nós uma insignificância como pecadores, mesmo arrependidos e alcançados pela graça, para nos denominarmos representantes de Cristo.  Quando assim o fazemos, os olhares se voltam para nós e, assim, também, tornamo-nos muitas vezes, como motivo de escândalo ao mundo por meio de nossas ações pecadoras.

Quando nos apresentamos como justos, chamamos a atenção para as boas obras que praticamos e, até mesmo a nossa própria justiça (considerada trapo de imundície) e deixamos de exaltar a Cristo.  

Quando Jesus perdoou a mulher adúltera que deveria ser apedrejada, segundo a lei, Ele estava, também, protegendo os acusadores do julgamento dos outros. Se algum deles tivesse atirado a primeira pedra, certamente seria alvo das observações, por, teoricamente, se apresentar como alguém que nunca pecou.

Hoje, os seguidores de Cristo, teriam a mesma missão. Mas algumas más influências se revelam, quando perdem de vista os ensinamentos de Jesus, e criam suas religiões, preocupados mais com a defesa de suas doutrinas e suas crenças, do que com o Evangelho. A Bíblia considera o Evangelho como o poder de Deus para a transformação das pessoas que cressem em suas palavras. Mas, de que maneira esse Evangelho de Jesus tem sido pregado?

A maneira equivocada de ensinar  ou  praticar, leva muitas pessoas a fazerem idéia errônea a respeito de Deus.  E nós, Cristãos, tornamo-nos responsáveis por induzirmos pessoas ao erro e, ao mesmo tempo, levar à frustração aqueles que buscam pelas exterioridades o exemplo que damos.

O que devemos entender é que Deus está acima das religiões e dos conceitos e teorias humanas.

A Salvação em Cristo  e sua  graça,  na essência,  leva-nos a Ele. A obediência a Ele é segundo os seus ensinamentos.  
A Fé deve nos conduzir à cruz de Cristo
Não às expectativas humanas.

A morte de Cristo atraiu a todos para Ele.  Quando os nossos argumentos, defesas de fé e doutrina, chamam a atenção para a crença e a religião que  temos, não a crença em Deus e na salvação eterna em Cristo, correremos também o risco, de afastarmos pessoas da fonte da água da vida que sacia eternamente.

Quando os seguidores de Jesus, chamam a atenção para si mesmos, elegendo-se como  representantes dEle aqui na Terra, correm o risco de levar ao escândalo os que buscam em nosso exemplo, o espelho.  O exemplo de Cristo sempre será Ele mesmo. Independentemente das posições e defesa da fé que cremos, Deus é Deus.  E é Ele a fonte de toda a sabedoria e entendimento. O que não devemos é furtar das pessoas a reflexão sobre Ele e seu maior plano para o mundo: a Salvação.

É por assumirmos posição que não nos pertence, que ajudamos a dispersar as ovelhas do rebanho de Deus. Ao "arrancarmos" Cristo da Cruz, e colocarmos em seu lugar as religiões, é o nosso próprio exemplo que daremos ao mundo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

QUANDO PEDIMOS PÃO E RECEBEMOS PEDRA

   
A relação pai e filho é isenta de troca de interesses

 E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” S. Mateus 7:9-11
 Vivemos numa sociedade de  padrões criados para exaltar  os interesses dos que dominam. Esses padrões determinam a moda, a cultura, os gostos, o estilo de vida, até mesmo a distinção de classes sociais pelo poder de consumo, entre outros. Somos inclinados a nos satisfazermos mais  com as aparências, do que aprofundarmo-nos no conhecimento sobre o que a revelação divina diz a respeito dos desejos humanos, como eles se manifestam  e, quais são suas consequências. 
O princípio do amor está em doar-se
Temos inclinação para aceitar o discurso que nos agrada aos ouvidos, e nos satisfazemos com ele a tal ponto, que acaba tomando o lugar da reflexão.  Diante dessa filosofia, aprendemos que o melhor para nós está sempre distante da nossa “realidade”; do lado de fora da janela; do outro lado do mundo! Somos educados assim. Até nossos filhos, muitas vezes, são orientados a olhar para fora, para as conquistas dos outros como um exemplo a ser seguido, mas, dificilmente, despertamos neles o interesse em olhar em si mesmos suas potencialidades naturais.  Aprendemos que a melhor profissão, é a mais rentável, que um melhor profissional é aquele mais requisitado. Nem tudo o que nos oferecem, é o melhor para nós. Nem toda a necessidade que pensamos ter, é de fato uma necessidade real. Diante dos apelos externos, acabamos “construindo” necessidades desnecessárias. O pensamento de prosperidade e realização que a sociedade entende, está muito ligado às nossas conquistas materiais, posses e posições, muito mais que os valores imateriais. Na atual sociedade, os fins justificam os meios; o que queremos, podemos – e que o nosso desejo é uma ordem.
A exploração da fé, em troca de favor de Deus,
virou negócio lucrativo
No plano espiritual, a prosperidade começa quando abrimos mão daquilo que nos escraviza e de tudo que julgamos importante para nós. Quando o nosso entendimento de prosperidade está ligado tão somente ao plano material, dificilmente teremos disposição espiritual para aceitar as coisas simples e de contentamento com o que temos.  O pão que granjeamos torna-se pedra, e o peixe torna-se serpente, quando perdemos de vista a noção dos valores pelos quais trabalhamos. É preciso ter uma visão além das provisões para o nosso sustento temporal. Vivemos absorvidos por uma cultura que supervaloriza as coisas, o status e posições que tem sido defendida até pelas religiões. A riqueza e a conquista de bens materiais,  tem sido  o termômetro para avaliar a fidelidade dos membros de agremiações  religiosas. Diante desse quadro, abrimos brechas para aceitarmos o sugestionamento religioso de que é preciso dar para receber.  Dar o quê? Para receber o quê?

Muitos são motivados a economizar míseros trocados
para sustentação de estruturas religiosas


A ostentação do luxo é perseguida
até por líderes religiosos
A fé passaria a ser medida pela quantidade do material que doamos em troca de uma “bênção”. É o mesmo princípio de um “negócio”. É um investimento. Quanto maior é a meta estabelecida para a captação de novos membros, aumenta-se também as estimativas de lucro. As instituições religiosas deixaram de trabalhar apenas para serem auto-suficientes para cumprirem seu papel de evangelizar as pessoas, tornando-se uma verdadeira estrutura empresarial. Quanto mais cresce com sua estrutura, maior é a necessidade de ganhos. Isso é fato. E até  natural, sob o ponto de vista econômico/administrativo. Mas é preciso identificar até que ponto essas estruturas tem cumprido seu papel como uma representação do corpo de Cristo em todas as suas ações administrativas.

Há quem utilize até o argumento de que devemos ser “parceiros” de Deus, no momento em que Deus procura servos fiéis e abnegados para atenderem a sua vontade. Há, também, aqueles que se fazem necessários aos fiéis; outros até que criam projetos para evangelização, cuja finalidade é angariar lucros com ofertas recebidas. Esses argumentos são uma maneira das religiões justificarem-se diante dos pedidos de doações, com o pretexto de que com isso, Deus abrirá a janela do céu e derramará chuva de bênçãos; que as nossas doações são necessárias para sustentarem os homens de “fé”, que vivem do evangelho, para libertar as pessoas do pecado. Os discursos podem ser variados, até mesmo com a finalidade de atacar " concorrentes", mas com o mesmo objetivo.

As experiências pelas observações desse cenário, mostram uma deficiência na questão do trato com as ovelhas do rebanho por parte de seus pastores e, muito mais ainda, por suas estruturas organizacionais.  
"Onde estiver o teu tesouro,
alí também estará o teu coração"


A PROVA DA FÉ

Não devemos tentar provar ao mundo que somos de Deus por aquilo que conquistamos, pelos bens acumulados e poder de influência, se as nossas conquistas - sejam institucionais ou pessoais - não honrarem o seu nome por meio do nosso serviço à igreja e as ovelhas do rebanho de Cristo. Os  que trabalham na obra do mestre, visando seus lucros e interesses pessoais, sem atender ao princípio da doação, da generosidade com o próximo, estão transformando seus pães em pedra, e seus peixes em serpentes.  Ou seja, não estarão cumprindo o papel para o qual foram chamados e, dificilmente, estarão plenamente saciados.  
Quando Jesus orientou que pedíssemos em nome dEle, o entendimento é que, o que pedimos a Deus, em nome dEle, é para a exaltação dEle, não para a nossa exaltação.  E tudo o que fizéssemos aos outros, estaríamos fazendo a Ele. Jesus não orientou que buscássemos um “intercessor” específico que falasse por nós, que apresentasse os nossos pedidos diante dEle.  Deus não passou "procurção" para ninguém falar em nome dEle o que Ele nunca falou; pedir o que Ele nunca pediu; não foram os líderes religiosos que "rasgaram" o véu da separação entre Deus e os homens. Por isso, o acesso ao Pai é dado a cada indivíduo, sem a necessidade de um intermediário humano.  

A questão crucial nesse aspecto, não consiste apenas no pedido  que  fazemos, mas no que estamos pedindo. Na constatação lógica - que Jesus revelou ao considerar a malevolência da natureza humana e, mesmo assim, saber oferecer o que é melhor para seus filhos -  Ele  apontou que o Pai dará aquilo que seus filhos realmente precisam, não exatamente aquilo que pedem.  É isso que podemos entender. Jesus estava dizendo: Se seu filho pedir pedra para comer, você o dará? Se pedir uma serpente, dará mesmo uma serpente? - na essência Jesus está dizendo que o pai do céu dará aquilo que realmente necessitamos, não apenas o que pedimos. 
Deus jamais responderá uma oração, cujo pedido é fruto da cobiça. "Sois invejosos e cobiçosos...pedis e não recebeis, porque pedem para gastar em seus prazeres".

O princípio da doação não deve ser o de dar para receber; é o de devolver devidamente a Deus o que recebemos, como gesto de gratidão e louvor. O que existe hoje, é o mesmo princípio utilizado por profissionais do marketing: criar uma necessidade e estimular seu público alvo a comprar a idéia, seja aguçando sua cobiça e construindo sonhos fantásticos, ou até mesmo utilizando a estratégia do discurso para criar em seu público o sentimento de culpa, caso não faça suas doações: "Jesus entregou tudo por você, Ele morreu por você; e, qualquer coisa que você fizer por Ele é insuficiente"; ou colocar sobre os ombros dos fiéis o peso da responsabilidade de que a obra de Deus só poderá avançar por meio de suas doações, de igual modo, são palavras humanas, sem respaldo nas escrituras. É o contrário do ensinamento bíblico. Toda estratégia utilizada para captar ofertas e dízimos, além de doações voluntárias, que estimule  em seu doador espírito de barganha, ou sentimento de culpa, torna-se exploração da boa fé. E, pior que isso, induz os doadores ao pecado da cobiça. 

O ensinamento bíblico, nos faz entender que a doação é  um elemento aliado da adoração a Deus e o reconhecimento de que Ele é quem nos sustenta. Este deve ser o ensinamento. Neste ponto, não importa se é uma moedinha, como ofereceu a viúva no templo. Era tudo o que tinha - foi entregue com o mais profundo sentimento de amor a Deus, não importando-se com os olhares humanos.

Seja qual for a estratégia utilizada para angariar recursos, seja explicita ou implicita, nas linhas ou nas entrelinhas, seja ela  publicamente ou privativamente, esta (a estratégia) não deverá fugir dos princípios bíblicos.

Todo discurso deve ser voltado ao ensinamento do amor a Deus, sem provocar sentimento de culpa ou fomentar o despertamento do espírito egoista em seus fiéis.   


As conquistas da terra não podem desfocar
a visão do que é eterno

As respostas de Deus para nós, tem muito mais a ver com os planos dEle para nós,  do que com as necessidades que julgamos possuir. Pois nossas necessidades são criadas circunstancialmente de acordo com as realidades físicas e temporais e até mesmo pelos sugestionamentos externos. O essencial para a nossa sobrevivência, Deus nunca deixa faltar. Isso ficou bem claro quando Jesus orientou para “olharmos as aves do céu, que não plantam, nem ajuntam em celeiros, contudo, Deus as sustenta”. Mateus 6:26.  Os  planos de Deus baseiam-se na realidade que deixamos de enxergar, talvez por serem tão simples e naturais e passam despercebidas diante da deformação dos nossos sentidos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AUTO AJUDA?

Você não precisa de auto ajuda. Você precisa de ajuda do alto. Se busca a paz dentro de você, como lhe é sugerido,  vai deparar-se com seus conflitos internos, de idéias e conceitos construídos por sua própria razão, por avaliações pessoais, muitas vezes construídas sobre bases flutuantes. Se busca a felicidade por seus próprios meios, baterá no teto de suas limitações, pois todos somos limitados em nossa esfera terráquea.  Em nossas carências, nos tornamos vulneráveis. Em nossa boa fé, somos traídos. Não entendemos direito os nossos sentimentos e emoções. As vezes, parece que nos entregamos aos abraços das promessas; ao afago das alternativas; ao galanteio das propostas que  parecem aliviar o fardo sobre os ombros.

Se buscar a Deus dentro de você, encontrará deuses que lhe confundem, buscando ocupar o primeiro lugar disputando espaço, tentando lhe convencer com as melhores ofertas para satisfazer até seus pequenos desejos.

A quem dará ouvidos? Quem busca respostas por sua auto-análise, pode correr perigo em atender aos pendores da alma abatida, sem forças para refletir, cuja vontade torna-se guiada por sugestões  convenientes de um  caminho aparentemente mais fácil.

A solução vem do alto
Você foi criado por Deus. É ele que tem a resposta para a sua vida. O alívio dos seus fardos, a paz para os seus anseios. Ele tem o manual para lhe orientar na caminhada.

A humanidade perdeu o rumo ao cortar os laços com o Criador e, perdida no caminho, aprofunda-se num emaranhado de espinhos, à beira de precipícios, sem perceber que existe uma saída.

O afastamento de Deus causou uma deformação tão grande no ser humano, que mesmo um ambiente paradisíaco agora, torna-se monótono e sem graça, porque o pecado alterou seus sentidos. Você deseja mais, muito mais. Sem um rumo seguro, continua tentando, mergulhando ainda mais em suas próprias contradições, tornando-se dependente de uma motivação entorpecida por uma necessidade insaciável de coisas que lhe dão prazer. Mas os prazeres são momentâneos. O prazer de um copo de bebida, dura até o último gole.

Você já viveu no paraíso. Mas hoje já não sente mais vontade porque a calmaria lhe incomoda; o cantar dos passarinhos e o som do riacho a correr já lhe passam despercebidos. Um ambiente de paz, torna-se monótono e sem vida.

Para os que preferem preencher o vazio da vida mergulhando mais em  seu próprio vazio, encontrará o abismo. Se  busca o sentido para a vida dentro de si mesmo, continuará nas profundezas da dúvida.

A ajuda que você precisa vem do alto: Mateus 6:33“Buscai pois em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas”.


Ele é a resposta. É o caminho, e a verdade e a vida. Jesus quer guiar você mansamente como ovelha em pastos verdejantes, rumo ao rio de águas tranqüilas. Ao aceitar o cuidado de Deus por você, alcançará a paz, a harmonia e terá de volta a  segurança e a alegria de viver. É o sossego da alma pela segurança que o bom pastor dá a suas ovelhas, que faz com que descansem em seus braços, seguramente.

Certa vez, tentei libertar um passarinho que  ficou preso numa sala, pois a vidraça à sua frente o impedia de voar para fora. Ele fez várias tentativas, mas em vão. Toda vez que tentava, batia na vidraça em vez de voar no sentido contrário onde havia uma janela aberta, exatamente por onde havia entrado. Ao ver o sacrifício do passarinho, que já estava cansado, se entregando ao chão, tentei encurralar o "bichinho" no canto da parede para libertá-lo. Ele ficou assustado, fugia, se debatia. Quando cosegui pegá-lo, por pouco não escapou de minha mão, na tentativa de se soltar.

A alguns colegas que estavam perto de mim, assistindo aquela cena, disse: - Se esse passarinho soubesse o que eu queria fazer a ele, não teria relutado tanto.

Nós também agimos assim, quando não confiamos.

As coisas da terra, são transitórias.

A auto ajuda, nos faz olhar para as possibilidades humanas, com palavras e ações motivadoras, naturalmente limitadas. As experiências humanas, nas quais nos espelhamos, não ocorrem de igual modo e com a mesma intensidade com todos. Por isso, todas as experiências que obtemos como base para a nossa busca e sucesso são limitadas, mesmo diante dos nossos esforços empregados.  Mas a ajuda do alto, mostra que o socorro vem ao nosso encontro, quando elevamos o nosso olhar para as coisas eternas. Leia o Salmo 121:2. É possível viver uma vida melhor aqui. E tudo torna-se melhor, quando aliamos as nossas expectativas terrenas, com a  promessa da eternidade.

A Bíblia é o maior livro de motivação que já existiu. A diferença é que a motivação contida neste livro, é vertical. A motivação vem das coisas que são de cima, não nas que são da terra. A respeito disso o Apóstolo Paulo declara: "Se ressucitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima". Mas essa nova mentalidade surge essencialmente com o "novo nascimento"  que possibilita a fusão do nosso eu temporal, com o Eu eterno. Isso se dá com a transformação da mente, permitindo que ela seja guiada pela boa, santa e perfeita vontade de Deus.

A motivação humana, é horizontal e, quantas vezes tentando subir, esbarra-se no teto de suas impossibilidades. Na motivação vertical, não somos nós quem subimos e nos elevamos; o auxílio é que vem ao nosso socorro, quando reconhecemos as nossas limitações e clamamos ao céu. Todo o esforço humano, limita-se naturalmente na esfera humana, das possibilidades viáveis, sob o aspecto da vontade e do querer.

A motivação do alto nos faz entender que a essência da vida e de todas as realizações vem do Criador. Confiando a Ele o nosso destino, todas as coisas cooperarão para o nosso bem.
Por melhores que sejam as palavras motivadoras de autores consagrados, reconhecidos por suas obras literárias, nenhuma delas é tão viva e eficaz quanto as palavras de Jesus. Pelo contrário, muitos dEles, citam palavras de Jesus, considerando-o até o grande motivador de todos os tempos. Por que então, não irmos direto à fonte?  

COMEMORAR? SE NÃO FIZER BEM, MAL NÃO FAZ!

Todas  as coisas na vida são feitas com um propósito. Há um princípio, um meio a ser percorrido e um objetivo a ser alcançado.


Eu me lembro da frase de Nena Martinez, radialista, atriz e astróloga, que além de dar as previsões do zodíaco, marcava também  por sua participação em  vários programas de rádio apresentando simpatias. Ao final de cada simpatia que dava, ela dizia: “Simpatia é simpatia; se não fizer bem, mal não faz”.
Enfeite indispensável
na decoração de Natal
Sem  a intenção de  contrariar essa afirmativa da saudosa radialista, digo que todos nós passamos a aceitar determinadas coisas, sob esse pretexto: “se não fizer bem, mal não faz”. Mas bastaria alguma coisa ser inofensiva para a aceitarmos de maneira irresistível sem nenhuma observação ou questionamento? Qual seria o nosso propósito diante disso?
Determinados termos tentam  roubar-nos os propósitos.  Se  sabemos onde queremos chegar, os caminhos precisam ser trilhados, obedecendo  suas nuances,  preparando-nos para as curvas e os precipícios.
Que mal faria aos três jovens as  iguarias que o  rei  os oferecia? Nenhum. Eles não comeram porque tinham um propósito. Que mal faria a Jesus, transformar as pedras em pães ao estar ele com fome? Ele não o fez, porque tinha um propósito.


Quando começamos a fugir dos nossos propósitos e princípios, tudo pode ser relativo. E passamos a assumir o discurso: “se não fizer bem, mal não faz”. Pode ser uma frase que produz  um  certo conforto, até mesmo diante de dúvidas que tenhamos em relação ao que nos ensinaram. Naturalmente esse termo pode ser  usado, também, quando  não estamos certos sobre o efeito que as ações poderão  nos causar. E isso pode revelar também a nossa vulnerabilidade diante daquilo que desconhecemos, sem procurar saber sua origem. E, por fim, pode revelar até mesmo  o modo descompromissado com que muitos escolhem levar a vida.
Mesmo considerada festa pagã,
os Cristãos comemoram o Natal
Percebo, principalmente nesse período de festa de natal,  apetrechos que são utilizados, criados por uma cultura pagã, algumas das quais nem sabemos realmente sua origem, diante de controvérsias.  Das explicações que  tenho,  as argumentações sempre caminham para esse ponto: “se não fizer bem, mal não faz”. A própria comemoração do Natal, considerada uma festa pagã, não tem respaldo Bíblico.

Não há nenhuma menção na Bíblia de que os discípulos comemoraram o nascimento de Jesus anualmente.  Se  é uma festa que a cristandade adotou, deveria, de igual modo, ser respaldada por princípio bíblico.
A representação teatral do nascimento de Jesus como uma maneira de lembrar que Ele  nasceu, não é ofensivo – é algo bonito, que atrai e  aproxima. Justificamos o fato como uma oportunidade para falar de Jesus, aproveitando a sensibilidade das pessoas com a data. Mas, que mal há nisso? “Se não fizer bem, mal não faz”. Assim engrossamos essa corrente, com muita alegria e contentamento, fazendo a nossa parte. A questão em pauta, não seria apenas as nossas intenções diante dessa comemoração popular, mas a nossa reflexão pessoal sobre a necessidade de “comemorar” ou defender a comemoração como algo necessário sob o ponto de vista bíblico. Mas, se comemoramos, de que maneira estamos fazendo a nossa luz brilhar e,  como estamos temperando a terra, para que esse diferencial não se perca em meio a multidão?
O nosso papel, como cristãos, é fazer a luz brilhar todos os dias.  
"Fazei isso em memória de mim"

A  Bíblia nos revela  a  lembrança  da morte de Jesus, por meio da santa ceia, como Ele mesmo  orientou aos discípulos: “Fazei isso em memória de mim”, pouco antes de ser morto.


Há  sinais bem claros na Bíblia sobre outras comemorações. O povo de Israel comemorou a libertação, após o cativeiro no Egito; as festas da colheita; das cabanas... – porém, essas festas não são comemoradas pela cristandade. E há até os que as consideram desnecessárias, porque as cerimônias foram cravadas na cruz. E faz sentido. Essas festas eram baseadas na gratidão do povo, diante das realidades  vividas, relembrando a proteção e o cuidado do Deus da provisão e da libertação. Essas festas tinham um motivo real, segundo as experiências daquele povo, chamado povo de Deus. Mesmo tendo um significado importante, não as comemoramos hoje porque não vemos necessidade. E há outras coisas que fazemos, mesmo não havendo "necessidade", apenas porque gostamos, porque é comum a todos; porque não faz mal.  

Até a Páscoa tem um significado comemorativo na Bíblia, não da maneira como se comemora hoje. Mas pegamos o "gancho" para falar do sacrifício de Cristo, que deveria ser a nossa mensagem central cotidianamente.


A  festividade natalina não é mencionada, nem foi comemorada pelos seguidores de Cristo  e, mesmo assim, tornamo-nos simpáticos a ela, por sua popularidade. Passamos a responder as felicitações de natal para não sermos indelicados, porque não há nada de ofensivo nisso.

É por brechas semelhantes a esta, que nos arriscamos a não dar a importância devida à questões de princípio, de ensinamento respaldado na bíblia. No momento em que se utilizam a mesma linguagem que torna-se atrativa e incontestável, capaz de alcançar a todos de maneira generalizada, podemos cair em armadilhas - pois, de certo modo, o pensamento coletivo não leva à mudanças nem a proposições. Fala-se em união, mas de fato, o individualismo e as vontades pessoais ainda dominam, pois no apagar das luzes, todos voltam para a sua mesma realidade.

São nos pontos comuns, que devemos ficar atentos. É preciso saber sua raiz, a quem interessa, de onde partiu. Aceitamos, porque não queremos parecer radicais. Em alguns pontos queremos cumprir nossa parte.
Há outras comemorações na Bíblia
não adotadas pelos cristãos da atualidade.
Mas,  como cristãos populares, continuamos a dizer: “Se não fizer bem, mal não faz”.

E não faz mesmo. Apenas não teremos o respaldo  se, porventura os que nos consideram estudiosos da Bíblia, perguntarem sobre isso.


A falta de argumentação com base nas escrituras, certamente nos fará dizer mais uma vez: “Se não fizer bem, mal não faz”.


A maneira como o natal tornou-se atração incontestável , faz parecer que é a única festa em que o mundo tenta colocar   o santo e o profano de mãos dadas no mesmo caminho. E continuamos a ouvir: "Se não fizer bem, mal não faz". E, todos os anos, a mesma cena se repete. E cada um segue seu caminho no recolher dos pratos, no apagar das luzes; no abrir do último presente; no  desmontar da árvore...
Se prestarmos atenção, concluiremos que a comemoração do  Natal é a maior festa ecumênica da terra. Uma fórmula que deu certo.