Hoje e sempre
Novos desafios fazem parte do processo de amadurecimento e eles surgem
proporcionalmente à disposição que temos de enfrentá-los.
Motivação só desperta nossas potencialidades. |
Durante
esses 23 anos como radialista, vivenciei grandes mudanças, em curto espaço de
tempo. Mas as experiências amadurecem a nossa maneira de lidar com as
novidades. Aliás, novidades são sempre desdobramentos das realidades com as
quais convivemos diariamente. São fatores seqüenciais. Se
estamos dispostos a acompanhar com atenção as ocorrências quotidianas,
estaremos, de fato, fazendo parte dessas mudanças e jamais seremos suplantados
por elas. O preparo ocorre naturalmente pela maneira de lidarmos com as nossas
atividades. Não é preciso esforço concentrado numa preocupação neurótica e enfadonha para nos prepararmos para o futuro. É preciso estar presente, fazendo a
nossa parte, desenvolvendo e desempenhando o nosso papel, a missão que
abraçamos. As observações e percepções
que desenvolvemos no decurso de nossas atividades, diminuem o fator surpresa. Nesse
contexto, tudo é esperado. Novos desafios fazem parte desse processo de
amadurecimento e eles surgem proporcionalmente à disposição que temos de enfrentá-lo,
e do preparo que trazemos na bagagem da
experiência. Por isso todos esses desafios serão vencidos naturalmente com base
nesse suporte. A confiança é elemento chave nesse processo, pois ela torna-se
“raiz” para a sustentação dos propósitos de superação. Ninguém supera-se a si mesmo. Só alcançamos o que nossa capacidade nos permite e isso é algo desenvolvido, aprimorado.
Na minha
carreira de comunicador, não seria diferente. É preciso estar ciente das atividades
comuns nessa profissão: redigir um texto, fazer uma entrevista, apresentar
boletins, comentar, etc. Isso é algo basal. Elementar. Não há nada de extraordinário. Tive a
oportunidade de avançar em várias áreas nos meios de comunicação, como
dublador, narrador, comentarista e apresentador de TV. E não foi por uma busca específica. As
oportunidades foram surgindo progressivamente, de acordo com a necessidade de
atender a solicitações recebidas. É preciso exercer o domínio de nossa atividade em todos os campos. Isso não
significa estacionar-se. Estar preparado não quer dizer ser auto-suficiente. É
preciso estar atento ao que ocorre à nossa volta. Não existe uma fórmula para
isso. Cada indivíduo tem em sua essência imaterial, relacionada ao dom, que lhe
dá possibilidades de desenvolver essas percepções de maneira natural. Isso vai
além do trabalho meramente técnico, que pode ser orientado por estudos e exercícios
práticos em laboratórios, por
exemplo. Essas informações seguem a uma diretriz elaborada para dar um norte ao
exercício das funções que exercemos. Cada indivíduo, mesmo recebendo as mesmas
informações, tem uma maneira peculiar de interpretar os signos, que lhe
proporciona maior conforto para o desenvolvimento de suas tarefas, a ponto de
dominar, não ser dominado pelo trabalho. É isso que diferencia um profissional de
outro. Há os que desenvolvem mais, outros não conseguem avançar além do óbvio
entendimento que absorveu.
Quando fala-se em superação, interpretamos que houve
dificuldade em lidar com certos desafios. Nesse caso, é muito importante o
preparo e a experiência para saber o que fazer diante dos imprevistos. Experiência
um dia todos terão. E isso não está relacionado somente ao tempo de atividade,
mas também ao seu pleno exercício. Só o tempo de convívio com a atividade que
nos torna mais preparados. Os imprevistos também podem ser previsíveis; devemos
sempre esperar por eles, mesmo quando planejamos. Não uma “espera”
desgastante, mas com a consciência “incorporada” de que a linha do acerto é paralela à linha do erro.
Não podemos transformar o erro em
acerto. Eles são distintos. Mas é preciso saber como superar cada etapa.
No dia 11
de setembro de 2001, estava na redação da emissora com o diretor de Jornalismo
José Antonio Ferrari quando a televisão do departamento mostrou o momento em que
um avião atingiu uma das torres do World Trade Center em New York. O Conexão, programa jornalístico apresentado ao
meio dia, estava com suas pautas já definidas quando decidimos, de última hora,
entrar no ar, sem textos redigidos. Acionamos correspondentes que
esporadicamente enviavam flashes de notícias de relevância internacional para
ajudarem na cobertura, ao vivo, por telefone.
O programa foi apresentado em sua totalidade conduzido apenas pela experiência acumulada na função. Caso como esse não é novidade nos meios de comunicação. Não é algo surpreendente, nem digno de aplauso. Os profissionais naturalmente estão preparados para situações dessa natureza.
O programa foi apresentado em sua totalidade conduzido apenas pela experiência acumulada na função. Caso como esse não é novidade nos meios de comunicação. Não é algo surpreendente, nem digno de aplauso. Os profissionais naturalmente estão preparados para situações dessa natureza.
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