quinta-feira, 7 de abril de 2016

ERRAR É HUMANO. ARREPENDER-SE É DIGNO!

O vereador Valdemir Soares, que também é pastor, (PRB) afirmou que vai renunciar ao cargo na Câmara Municipal de Curitiba. Em entrevista à RICTV, ele disse que está preparando a renúncia e que vai apresentá-la. “Estou preparando a carta de renúncia”, afirmou Valdemir Soares. Ele foi flagrado votando em lugar de uma vereadora numa sessão da Câmara Municipal. 

Uma pessoa jamais poderia ser avaliada por atos isolados, por questões circunstanciais de um momento, mas é assim que aprendemos. Aprendemos a criticar quem se arrepende e, por vezes, somos tentados a achar que o arrependimento não foi espontâneo, mas pela força da pressão externa depois do fato ser divulgado. Não somos Deus para julgar as intenções de quem quer que seja. O que deve ser considerado é apenas o ato, aquilo que observamos, vemos e até percebemos, de acordo com o nosso juízo de valor, considerando que nem sempre, o nosso juízo de valor é a base da verdade e da justiça.

O que é estranho é uma pessoa continuar se defendendo, legislando em causa própria, usando todos os artifícios e artimanhas escudada por um poder conquistado para desvencilhar-se de acusações comprovadamente atestada por graves indícios ou até mesmo provas.  

Honestidade, sem dúvida, é também reconhecer os erros, admiti-los e repará-los. Vivemos num momento da história em que a tentativa de mostrar que todos tem razão por seus erros pelo fato de todos serem errantes em algum setor da vida. Esse reconhecimento, pelo contrário, não imuniza a ninguém por seus atos falhos, mas aumenta sua responsabilidade, ao mesmo tempo em que indica que tal errante comete seus erros deliberadamente.  
Há muitos defendendo a Democracia, sem o mínimo de hombridade, decência e honra. 

Errar é humano sim. Mas sua reincidência acende o sinal amarelo. Há aqueles que cometem erros por ignorância. Mas há outros que se especializam nesse quesito. As leis são usadas para que, por meio do conhecimento de seus artigos, sejam costurados meios para não ser atingido por sua punição. Os atos de corrupção repetitivos que formam uma grande cadeia de importantes dimensões, sim, devem ser vistos como uma questão de caráter de quem os pratica. 
Antes de criticar aquele que se arrepende e aceita as determinações da lei sobre seus delitos, é importante observar aqueles que, deliberadamente tem feito o caminho inverso, ao criticar a justiça, a pôr em dúvida a lei e caçoar da verdade. Para esses, pode ser que não haja perdão, porque não se consideram transgressores. A arrogância e gana pelo poder, faz com que o pensar em si mesmo e em seus projetos de vida estão acima dos interesses a que seus cargos determinam. Todos erram, sim, e podem errar, porque essa é uma tendência de todo ser humano. Mas diante dos erros não arrepender-se, renunciando-o torna o ser humano indigno.